Latam Brasil fala sobre malha aérea, planos e agentes de viagens

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Ocupando o cargo de diretor de Vendas e Marketing da Latam há pouco mais de duas semanas, Diogo Elias fez sua primeira participação falando ao vivo ao trade, respondendo perguntas de executivos de algumas das principais TMCs, na LIVE PANROTAS – Retomada das Viagens de hoje (1º), que debateu sobre a retomada das viagens corporativas.

Reprodução
Diogo Elias, diretor de Vendas e Marketing da Latam, respondeu a perguntas de TMCs durante a LIVE PANROTAS – Retomada das Viagens
Diogo Elias, diretor de Vendas e Marketing da Latam, respondeu a perguntas de TMCs durante a LIVE PANROTAS – Retomada das Viagens
“O lazer vem recuperando mais rápido, ainda a níveis muito baixos, mas já vemos claros sinais no fator ocupação. A recuperação no segmento corporativo ainda é muito tímida, principalmente por conta das políticas de viagens das empresas, ainda com bastante restrição. Apesar da malha ainda estar muito menor, o importante é que já enxergamos alguns sinais de melhora”, diz.

Em termos de malha aérea, a transportadora, que vinha de um cenário de 750 voos por dia, despencando para 35 no auge da pandemia, vem retomando as operações gradativamente, registrando um crescimento de 50% de setembro sobre agosto e previsão de 25% em outubro sobre setembro. Neste mês, a Latam atingirá a marca de 274 voos diários no País.

“Temos buscado incrementar cada vez mais. Estamos decidindo por margem, fizemos vários voos com perda, pois precisávamos seguir voando, mas estamos cada vez mais buscando rentabilidade para que possamos continuar operando daqui cinco ou dez anos. Claro que nos preocupamos com o market share no corporativo, mas, mais ainda, com a sustentabilidade da empresa”, afirma Elias.

RELACIONAMENTO COM AS AGÊNCIAS
Questionado sobre o relacionamento da Latam com as TMCs e agências de viagens, o diretor disse que está à disposição para os agentes de viagens e afirmou que estes profissionais são as melhores fontes para a geração de hipóteses, ideias e insights.

“A melhor maneira de conseguir informações, que influenciam na nossa malha, produtos e tecnologia, é conversando com nossos principais clientes, sendo eles por meio de vocês. Provavelmente não vamos conseguir resolver todos os anseios e vontades que as agências gostariam, mas o ponto fundamental é nos aproximarmos e ter um canal aberto”, disse ele, ciente de que houve um afastamento nos últimos anos.

CODESHARE COM A AZUL
Com a indústria da aviação completamente diferente e as companhias perdendo dinheiro por conta da situação da pandemia – e não por má gestão –, o momento é de se reinventar e o acordo de codeshare com a Azul foi uma das soluções encontradas pela Latam para evoluir e acessar outros mercados.

Com uma malha aérea complementar e não sobreposta, somadas, as aéreas contam com 93 rotas. Por enquanto, não há planos para o codeshare abranger os serviços internacionais. O foco, no momento, segundo Elias, é de 100% na boa execução do acordo.

CHAPTER 11
“Entramos com o Chapter 11 na corte americana e é uma ferramenta que não esperávamos usar, não consideramos uma vantagem, mas a pandemia nos colocou nessa situação. No entanto, diferentemente de outras companhias, entramos capitalizados, com um caixa de US$ 1,4 bilhão”, explica Elias.

Com uma aprovação para capitalizar US$ 2,4 bilhões, a aérea se encontra agora em uma situação diferente e este passa a ser importante para reorganizar a empresa, seja no sentido estrutural, de pessoas, ou no financeiro.

“Nossa proximidade com os canais, com vocês, é fundamental. Assim como o produto – malha, protocolos, segurança no aeroporto e tecnologia – e continuar sendo sustentável. Dependemos dos governos, mas o que precisamos é operar, seguindo o ritmo da reação do mercado. Crescer de maneira sustentável para seguir crescendo”, finaliza.

Assista à live completa abaixo:


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