Previsibilidade será ainda mais importante na gestão de viagens

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A indústria global de viagens e Turismo está há, pelo menos, três meses enfrentando diversos impactos causados pela pandemia do novo coronavírus. Aviões estacionados, voos suspensos, hotéis fechados e eventos sociais e corporativos cancelados são a nova realidade do setor. Para debater o mundo das viagens corporativas no pós-covid, a HRS realizou hoje (23) o Corporate Lodging Forum de forma on-line, trazendo especialistas e insights sobre o tema.

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Painel, que foi moderado por Greeley Koch, da HRS, contou com Tobias Ragge, da HRS, Alexander Pyhan, da Marriott, e Eric Bailey, da Microsoft
Painel, que foi moderado por Greeley Koch, da HRS, contou com Tobias Ragge, da HRS, Alexander Pyhan, da Marriott, e Eric Bailey, da Microsoft
PARA ONDE VAI?
Após alguns meses de crise e muitas incertezas, algumas regiões vêm apresentando uma retomada. Uma das primeiras foi a China, que está retornando com as viagens domésticas e vem registrando uma volta das reservas de bilhetes e hotéis. No entanto, as viagens corporativas possuem particularidades e podem demorar um pouco ainda para voltarem em todo o mundo. Como cuidar dos viajantes? O que fazer para restaurar a confiança?

“Implementamos uma política de flexibilidade para o cancelamento de reservas, sem multa, colocamos quartos dos hotéis à disposição dos profissionais de saúde, estendemos os status do programa de fidelidade até fevereiro de 2022 e os pontos acumulados não expirarão até 2021. São algumas das medidas que tomamos em apoio aos viajantes”, conta o vice-presidente de Distribuição da Marriott, Alexander Pyhan.

Com diferentes situações e cenários para observar, este momento traz a oportunidade para o gestor de viagens mostrar seu papel dentro da empresa e apresentar para o C-Level o que, de fato, está sendo feito de contribuição, além de trazer inovações e muita estratégia.

“Agora é a hora do travel manager brilhar. Principalmente em hospedagem, há muito vazamento de dados e gastos, muitas reservas não são feitas no canal preferencial, e isso vai mudar. As pessoas vão querer ter controle, por isso, acho que é uma grande oportunidade de criar, ainda mais, usando tecnologias e soluções digitais, a melhor experiência possível para o viajante”, afirma o CEO da HRS, Tobias Ragge.

PREVISIBILIDADE
Quando as viagens a negócios retornarem, o viajante desejará uma jornada sem surpresas, com as etapas esclarecidas e previsíveis. Saber que a companhia aérea escolhida toma as medias de prevenção à covid-19, que o hotel que ficará hospedado segue todos os protocolos de limpeza, se o restaurante do local estará aberto ou não e muitas outras questões relacionadas ao “novo normal” estarão no topo das necessidades.

“As pessoas não querem ser surpreendidas, precisamos mudar a chave do que estava já estava previsto para o que será previsível. É trazer coisas desconhecidas e torná-las conhecidas aos nossos viajantes. Ainda há muita pergunta para ser respondida e precisaremos também do feedback dos colaboradores para ajudar nas respostas”, diz o diretor global de Viagens da Microsoft, Eric Bailey.

Neste sentido, será muito importante, por parte das aéreas, hotéis, locadoras, espaços de eventos e todos os outros players da cadeia, fornecer informações em tempo real. Ainda é preciso trabalhar em uma integração completa para que todos os dados sejam entregues aos viajantes de forma consolidada, com automação e eficiência, mas os viajantes e gestores precisam estar a par de cada etapa da jornada. Não é mais uma questão de conveniência e, sim, de saúde e segurança.

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