Comitê de Clientes da Abracorp debatem preço e tecnologia em viagens corporativas
Executivas da KPMG, Syngenta, Braskem e mais empresas falaram sobre preço, tecnologia e valores humanos

Para encerrar a programação de painéis do 11º Fórum Abracorp, Ana Prado, da Syngenta, Felipe Mendonça, da Petrobras, Jamile Martins, da Braskem, Marina Shimada, da Honda, Sheila Rodrigues, da KPMG, e Vivian Leão, da União Química, mediados por Douglas Camargo, diretor executivo da Abracorp, subiram ao palco para debater os desafios e oportunidades na Gestão de Viagens Corporativas.
O painel começou com Sheila Rodrigues, gerente de Viagens da KPMG, que reforçou a importância de colocar o viajante no centro das decisões. “Temos colocado o viajante no centro de tudo — sua segurança acima de tudo. Nem sempre o mais barato é o melhor; há riscos que às vezes não são contabilizados, uma falsa economia momentânea”, explica.
E falando em preço, Ana Prado, travel manager da Syngenta, afirmou que no momento de escolher uma TMC, os critérios vão muito além do preço. “Não é só preço ou só atendimento, tudo tem que estar alinhado. Há toda uma gama de critérios a serem analisados.”
Jamile Martins, especialista em Viagens da Braskem, acrescentou que, embora o preço seja relevante, propostas com fees extremamente baixos ou altos podem gerar problemas: “Precisamos do apoio das agências para mostrar o que é factível e garantir a entrega do que está sendo prometido.”

Sheila, por sua vez, alertou para a necessidade da integração tecnológica e humana, lembrando que a inovação sozinha não garante qualidade:
“Muitas empresas dizem ser tecnológicas, mas não têm pilares consistentes que conversem entre si. Para ser sustentável é caro; a tecnologia não trabalha sozinha e precisa de pessoas para ter empatia com os viajantes. Se não tivermos um time comprometido, e bem remunerado, não atenderemos adequadamente esse público exigente. Quanto menor o preço, mais desconfiados ficamos.”
Para encerrar, Jamile reforçou a importância de equilibrar tecnologia e contato humano, alinhando-se a pontos apresentados em palestras anteriores do Fórum. “Todos estamos trabalhando com o mesmo objetivo: que o nosso viajante tenha uma experiência tranquila. A inteligência artificial é importante, mas o contato humano nunca será substituído. Está na hora de começarmos a estudar sobre IA e aplicar esses conhecimentos no dia a dia das viagens corporativas. A inteligência artificial serve para que o gestor de viagens deixe de lado tarefas mecânicas e tenha mais tempo para focar em estratégias", completou.