Hotéis terão de se preparar para entregar experiência de 2019

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Na edição de 2021 do Corporate Lodging Forum, da HRS, um dos painéis focou na nova dinâmica da indústria hoteleira e nos impactos que o setor sofreu diante da pandemia do novo coronavírus. Com alguns meses de ocupação praticamente zero e hotéis fechados quase que em sua totalidade, muito precisou ser adaptado e repensado.

Reprodução
Lukasz Dabrowski, da HRS, Rod Clough, da HVS, Chaitanya Prakash, do Shashi Group, e Betty Wilson, da IHG
Lukasz Dabrowski, da HRS, Rod Clough, da HVS, Chaitanya Prakash, do Shashi Group, e Betty Wilson, da IHG
“O impacto no nosso negócio foi severo, mas ao mesmo tempo nos mostrou como somos resilientes e conseguimos nos manter fortes. Como resultado desta força, agora na América, quase todos os nossos hotéis estão abertos e, se as condições de mercado continuarem melhorando, estamos otimistas que os poucos que continuam fechados também reabrirão”, afirma a vice-presidente de Contas Globais da IHG Hotels & Resorts, Betty Wilson.

Com o avanço do programa de vacinação em países como os Estados Unidos, espera-se que a demanda comece a se recuperar e, então, os hotéis enfrentarão um outro desafio: a volta da grande quantidade de hóspedes e a necessidade de se adaptar à nova (na verdade velha) realidade.

“Os hotéis estarão começando os serviços do zero e os hóspedes, quando voltarem, vão esperar a experiência que tinham em 2019. Será um desafio treinar o pessoal, eliminar as restrições de aglomerações... Outro ponto é que os seres humanos precisam de interação social e, se não a temos em um escritório, acredito que essa convivência cada vez mais migrará para o setor hoteleiro. As empresas poderão mudar os custos que tinham com o aluguel do escritório para reuniões pontuais em hotéis, por exemplo”, diz o presidente para Américas da HVS, Rod Clough.

PORTFÓLIO DIVERSIFICADO

Os hábitos de viagem estão mudando cada vez mais após o surgimento da covid-19 e essa tendência vem mostrando à indústria hoteleira a importância de se ter um portfólio diversificado de hotéis para atender as diferentes necessidades dos viajantes.

“Temos visto uma performance forte nos nossos produtos de longa estada. Para corporativo, estamos focando mais em doméstico. A proporção de grupos diminuiu, claro, mas vemos muitas pequenas e médias empresas performando melhor do que as multinacionais. Existem negócios que precisam continuar viajando, como setor de construção e governo. Por isso é importante essa diversificação, além de levar novas marcas aos clientes e criar novas parcerias”, explica Betty.
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