Proibição de viagem de Trump é novamente bloqueada

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O bloqueio na ordem executiva de Donald Trump de banir a entrada nos Estados Unidos de cidadãos de seis países de maioria muçulmana foi confirmado por um segundo tribunal federal do país. Ontem (12), um fórum de recursos de São Francisco decidiu que o presidente excedeu sua autoridade e que seria "razoável concluir que Trump estava buscando desfavorecer uma religião em particular".

Em março, o presidente do EUA pretendia barrar cidadãos do Irã, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen que não tivessem vistos já emitidos de entrar no país por 90 dias.

O Iraque foi removido da lista na segunda ordem executiva e portadores de vistos e residentes permanentes dos EUA foram permitidos. Mas os tribunais, que já haviam intervindo no primeiro mandato executivo, bloquearam também a segunda medida.

A nona corte de São Francisco usou como justificativa que o presidente falhou em fornecer fundamentos suficientes para suspender a entrada de mais de 180 milhões de pessoas com base apenas na nacionalidade.

Logo após os ataques ocorridos recentemente em Londres, o presidente dos Estados Unidos usou sua conta no Twitter para atacar os tribunais de seu país, a quem pediu pelo fim do comportamento "politicamente correto".

"Precisamos ser inteligentes, vigilantes e fortes. Necessitamos que os tribunais nos deem esse direito de volta. Precisamos do veto para nos trazer um nível maior de segurança", opinou na ocasião. "O que os Estados Unidos puderem fazer para ajudar Londres e o Reino Unido será feito. Estamos com vocês. Que Deus os abençoe!"

"Precisamos parar de ser politicamente corretos e tratar do negócio da segurança para nosso povo. Se não nos atentarmos a isso, a situação apenas vai piorar", concluiu Trump.
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