Trump anula acordo para túnel Nova York-Nova Jersey

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Flickr/ Gage Skidmore
Acordo previa um investimento de US$ 13 bilhões do governo federal na construção do novo trem
Acordo previa um investimento de US$ 13 bilhões do governo federal na construção do novo trem
A administração do presidente Donald Trump cancelou um aporte de US$ 13 bilhões que seriam destinados à construção de um trem entre Nova York e Nova Jersey.

Segundo o The Washington Examiner, um acordo teria sido firmado entre os governadores de Nova York e Nova Jersey, Andrew Cuomo e Chris Christie, respectivamente, e o governo federal estadunidense, porém durante o mandato de Barack Obama. Nele, haveria uma garantia de que os gastos pela construção seriam divididos entre as partes de forma igualitária.

O administrador da Federal Transit Administration (FTA) dos EUA, Jane Williams, alegou em uma carta que o acordo seria "inexistente". Segundo ele, o trato faria "referência a um acordo inexistente de 50/50 entre o Departamento de Transportes dos EUA, e Nova York e Nova Jersey. Não há tal acordo. Consideramos inútil cumprir um acordo inexistente em vez de abordar diretamente a responsabilidade pelo financiamento de um projeto local, onde nove de dez passageiros são locais", argumentou Williams.

De acordo com a reportagem, porém, o Departamento dos Transportes dos Estados Unidos (DOT), que engloba a FTA administrada por Williams, teria concordado com a divisão dos custos da realização do trem.

O projeto previsto era a construção de um túnel que ligaria Nova Jersey à Penn Station, na cidade de Nova York, em um trem da empresa Amtrak. O atual túnel entre as duas cidades, o único existente, desloca cerca de 600 mil passageiros por dia, e segundo a matéria estaria "se deteriorando".

Para a corporação de desenvolvimento criada para realizar o projeto, chamada Gateway, o projeto, mesmo diante da negativa inicial da administração Trump, deve sair ainda em 2018.

"Não existe um projeto de infraestrutura mais urgente do que o Gateway, e estamos confiantes de que a administração Trump se envolverá com a gente quando o presidente se voltar para a infraestrutura em 2018", afirmou um porta-voz da corporação em comunicado.


*Fonte: The Washington Examiner

conteúdo original: http://washex.am/2qqLLLe
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