Alagev: "setor exige profissionalização e experiência dos gestores"; veja análise
Empresas compreenderam a importância de manter os investimentos em viagens mesmo com cenário instável

Em 2025, os gastos com viagens corporativas atingiram um novo recorde no Brasil: de janeiro a novembro, o faturamento do setor alcançou R$ 135,4 bilhões, e a projeção apontava para um crescimento de 6,5% no fechamento do ano, consolidando o melhor desempenho da série histórica iniciada em 2011.
Na avaliação da Alagev, os números mostram que, mesmo em um cenário instável, marcado por custos mais elevados e aumento do tíquete médio, as empresas compreenderam a importância de manter os investimentos em viagens, feiras e congressos como estratégia para a geração de novas oportunidades e negócios.
“As organizações se mostraram mais ativas, com maior volume de viagens, fechamento de negócios e participação em eventos. Observamos que as empresas vêm direcionando investimentos cada vez maiores, o que se reflete no transporte aéreo — que também bateu recordes de passageiros — e no aumento da diária média da hotelaria”
Luana Nogueira, diretora executiva da Alagev
Atenta à movimentação do setor, a Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas se prepara para um 2026 produtivo. Com uma base de 623 associados, a Alagev pretende intensificar a presença em feiras internacionais, desenvolver eventos ainda mais relevantes, oferecer soluções práticas aos temas debatidos ao longo de 2025 e, principalmente, fortalecer o Alagev Educa, com foco na profissionalização dos associados.
“Nosso objetivo é reforçar os cursos e as trilhas de aprendizagem que já estão disponíveis e promover treinamentos de governança, além de realizar reuniões globais e setoriais para oferecer maior valor agregado aos nossos associados. Queremos compartilhar cases, demonstrar como é possível usar dados e inteligência artificial de maneira estratégica. Vemos que há uma necessidade de profissionalização e aprimoramento de conhecimentos sobre a gestão de viagens e eventos”, explica Luana.
Otimizar recursos sem renunciar à experiência
Os custos continuam sendo uma preocupação válida, mas não podem orientar sozinhos as decisões. Para a diretora executiva da Alagev, embora a profissionalização e a adoção de tecnologia envolvam investimentos, é fundamental que as empresas equilibrem toda a estrutura sem comprometer a sustentabilidade e a eficiência.
“A qualidade do serviço precisa atender a determinados níveis de expectativa do cliente, o que passa por análise de dados, previsibilidade orçamentária e negociações mais eficientes. As grandes empresas buscam viajar melhor ao mesmo tempo em que otimizam gastos, o que exige profissionais experientes, gestão mais profissionalizada e investimento em tecnologia”, afirma.
Portanto, reduzir custos e elevar a qualidade das viagens está entre as principais necessidades do setor de viagens corporativas para 2026. A Alagev avalia que o setor será pautado por algumas demandas centrais, como:
- Gestão com base em dados e uso da tecnologia para otimizar processos e reduzir custos;
- Preocupação com o bem-estar do viajante corporativo;
- Gestão com base em dados e uso da tecnologia para otimizar processos e reduzir custos;
- Aumento do protagonismo de destinos fora dos grandes centros urbanos;
- Experiências mais qualificadas em eventos, que favoreçam a conexão e o engajamento dos participantes;
- Humanização dos processos.
“A redução de gastos não pode acontecer à custa da experiência do viajante; os dois pontos precisam caminhar juntos. O bem-estar do colaborador nas viagens corporativas precisa ser discutido para ganhar mais espaço nas decisões”, conclui Luana Nogueira, diretora executiva da Alagev.
O conteúdo acima é parte integrante do Anuário PANROTAS de Viagens Corporativas e Eventos 2026, edição especial que reúne análises, dados, entrevistas e listas estratégicas para os profissionais do segmento. Confira abaixo: