Impacto no preço do petróleo obriga empresas a reverem orçamentos de viagens, diz Paytrack
Segundo o CEO Pedro Góes, momento exige uma mudança drástica na governança das empresas

Com o aumento das tensões geopolíticas globais impactando diretamente o preço do petróleo e, consequentemente, gerando ondas de volatilidade cambial, a gestão de viagens corporativas deixou de ser um custo operacional para se tornar um dos principais desafios de previsibilidade de caixa.
Dados de mercado mostram que os conflitos internacionais elevaram o preço do barril de petróleo em 19% no acumulado do mês de março, provocando um efeito dominó: o aumento no combustível de aviação e uma fuga de capital que pressiona o dólar.
Para as empresas, o resultado é uma "corrida contra o relógio", onde o orçamento planejado no início da semana pode se tornar insuficiente antes mesmo do embarque do colaborador.
O combustível representa cerca de 40% do custo das companhias aéreas e os reajustes começam a acontecer. O repasse para as passagens não é imediato, mas é inevitável. E quando ele chega, o efeito não é só “pagar mais caro por um trecho”.
O que muda, na prática, é a previsibilidade. Orçamentos começam a perder aderência, a diferença entre o valor estimado e o realizado aumenta e a gestão passa a lidar com um nível maior de incerteza ao longo do ciclo da despesa. Decisões que antes eram operacionais passam a exigir mais critério.
Segundo o CEO da Paytrack, Pedro Góes, o momento exige uma mudança drástica na governança. O foco saiu da simples redução de custos para a manutenção da visibilidade.
"O desafio passa a ser outro: ter visibilidade e controle ao longo de todo o ciclo da despesa, do valor estimado ao valor efetivamente realizado, para que os ajustes sejam feitos em tempo hábil. Porque, o problema não é só gastar mais. É não saber exatamente quanto esse custo vai representar até o final. Quando essa diferença aparece só no fechamento, a empresa já perdeu capacidade de reação e de proteção de margem. O dinheiro já foi embora"
CEO da Paytrack, Pedro Góes
Tecnologia como defesa do caixa
Ainda de acordo com a Paytrack, o modelo tradicional de auditoria e reembolso, baseado em conferência manual de recibos pós-viagem, mostra-se obsoleto diante de um mercado que reage em tempo real a eventos globais.
O guia "O Gestor 2026", publicado pela empresa, aponta que a integração entre as camadas de Travel, Expense e Payments é a única forma de garantir visibilidade do que a empresa chama de "valor comprometido".
Para o CEO da Paytrack, a tecnologia de análise preditiva e o monitoramento em tempo real são as novas ferramentas de defesa do caixa.
"Em um cenário onde o setor de viagens pode perder bilhões em valor de mercado em poucos dias devido a tensões externas, o controle precisa ser antecipado. Na Paytrack, nossa visão é que a política de gastos deve ser dinâmica. Se o mercado se move, a governança da empresa precisa ter dados para se mover na mesma velocidade"
CEO da Paytrack, Pedro Góes