Beatrice Teizen   |   03/07/2026 20:24
Atualizada em 03/07/2026 20:38

Brasil é peça-chave para integrar indústria latino-americana de eventos, diz Cocal

Presidente da associação diz que volta do congresso ao País marca também nova fase da entidade


PANROTAS / Beatrice Teizen
 Julio César Bojórquez, da Cocal
Julio César Bojórquez, da Cocal

FORTALEZA – O retorno do Congresso Cocal ao Brasil após 11 anos representa mais do que a escolha de um destino para sediar o encontro da indústria de reuniões da América Latina. Para o presidente da Associação da Indústria de Reuniões da América Latina (Cocal), Julio César Bojórquez, a realização do evento em Fortaleza simboliza uma nova etapa da entidade, marcada pela aproximação com o mercado brasileiro e pela busca por maior integração entre os países da região.

Segundo o dirigente, o País ocupa uma posição estratégica para o desenvolvimento do segmento Mice na América Latina e precisava assumir um papel mais protagonista dentro da associação.

"O Brasil é o principal mercado da indústria de reuniões na América Latina. Não podemos falar em integração sem incluí-lo. Não é um continente separado, é parte fundamental da região, o maior mercado e um motor de desenvolvimento para toda a indústria. Um dos meus principais objetivos ao assumir a presidência da Cocal em janeiro foi justamente aproximar o Brasil da associação e fortalecer essa integração”

Julio César Bojórquez, presidente da Cocal

Transformação do setor e da Cocal

O executivo conta que não só o setor e o Brasil evoluíram, como a própria Cocal se transformou recentemente, deixando de atuar como uma confederação para se tornar uma associação, ampliando a participação de toda a cadeia do setor.

"Antes, apenas associações podiam fazer parte da Cocal. Hoje, empresas, profissionais, CVBs e outros integrantes da cadeia também podem participar. Isso fortalece a entidade e nos torna muito mais representativos. Queremos construir uma comunidade latino-americana de profissionais da indústria de reuniões, independentemente de onde eles estejam", diz.

Entre as prioridades da gestão de Bojórquez também está a modernização e novos formatos dos eventos. Para ele, congressos precisam deixar de ser apenas espaços de palestras e passar a oferecer experiências ligadas aos destinos que os recebem.

PANROTAS / Beatrice Teizen
42º Congresso Cocal foi realizado no Centro de Eventos do Ceará
42º Congresso Cocal foi realizado no Centro de Eventos do Ceará

"O destino não pode servir apenas para conquistar o evento. Se mostramos praias, cultura e gastronomia durante a candidatura, tudo isso precisa fazer parte da experiência do participante"

Julio César Bojórquez

Outro foco da associação será ampliar a conectividade aérea entre os países latino-americanos, considerada um dos principais entraves para o crescimento do mercado regional. O presidente conta que, durante o Cocal 2026, a entidade assinou um compromisso voltado ao fortalecimento da conectividade e pretende aproveitar a realização da próxima edição, no Panamá, para aprofundar o diálogo com a Copa Airlines e outros atores do setor.

O Congresso Cocal 2027, de 3 a 5 de março, no Panamá, contará com uma novidade: pela primeira vez, o evento da associação realizado em um país hispânico terá programação em português.

"Não basta falar de integração, é preciso praticá-la. Por isso, em um acordo com a Embratur, teremos uma programação em português no Panamá. Esse é um passo importante para aproximar ainda mais o Brasil da América Latina e fortalecer a comunidade da indústria de reuniões", finaliza Bojórquez.


O Portal PANROTAS viaja a convite do Cocal

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Sobre o autor

Jornalista formada pela PUC-SP, com experiência em redações como Forbes Brasil e Agora São Paulo, além de colaborações para CNN Brasil e UOL. Entrou na PANROTAS em 2017, com foco especialmente no PANROTAS Corporativo, e, desde 2021, atua como coordenadora de Redação