Brasil é peça-chave para integrar indústria latino-americana de eventos, diz Cocal
Presidente da associação diz que volta do congresso ao País marca também nova fase da entidade

FORTALEZA – O retorno do Congresso Cocal ao Brasil após 11 anos representa mais do que a escolha de um destino para sediar o encontro da indústria de reuniões da América Latina. Para o presidente da Associação da Indústria de Reuniões da América Latina (Cocal), Julio César Bojórquez, a realização do evento em Fortaleza simboliza uma nova etapa da entidade, marcada pela aproximação com o mercado brasileiro e pela busca por maior integração entre os países da região.
Segundo o dirigente, o País ocupa uma posição estratégica para o desenvolvimento do segmento Mice na América Latina e precisava assumir um papel mais protagonista dentro da associação.
"O Brasil é o principal mercado da indústria de reuniões na América Latina. Não podemos falar em integração sem incluí-lo. Não é um continente separado, é parte fundamental da região, o maior mercado e um motor de desenvolvimento para toda a indústria. Um dos meus principais objetivos ao assumir a presidência da Cocal em janeiro foi justamente aproximar o Brasil da associação e fortalecer essa integração”
Julio César Bojórquez, presidente da Cocal
Transformação do setor e da Cocal
O executivo conta que não só o setor e o Brasil evoluíram, como a própria Cocal se transformou recentemente, deixando de atuar como uma confederação para se tornar uma associação, ampliando a participação de toda a cadeia do setor.
"Antes, apenas associações podiam fazer parte da Cocal. Hoje, empresas, profissionais, CVBs e outros integrantes da cadeia também podem participar. Isso fortalece a entidade e nos torna muito mais representativos. Queremos construir uma comunidade latino-americana de profissionais da indústria de reuniões, independentemente de onde eles estejam", diz.
Entre as prioridades da gestão de Bojórquez também está a modernização e novos formatos dos eventos. Para ele, congressos precisam deixar de ser apenas espaços de palestras e passar a oferecer experiências ligadas aos destinos que os recebem.

"O destino não pode servir apenas para conquistar o evento. Se mostramos praias, cultura e gastronomia durante a candidatura, tudo isso precisa fazer parte da experiência do participante"
Julio César Bojórquez
Outro foco da associação será ampliar a conectividade aérea entre os países latino-americanos, considerada um dos principais entraves para o crescimento do mercado regional. O presidente conta que, durante o Cocal 2026, a entidade assinou um compromisso voltado ao fortalecimento da conectividade e pretende aproveitar a realização da próxima edição, no Panamá, para aprofundar o diálogo com a Copa Airlines e outros atores do setor.
O Congresso Cocal 2027, de 3 a 5 de março, no Panamá, contará com uma novidade: pela primeira vez, o evento da associação realizado em um país hispânico terá programação em português.
"Não basta falar de integração, é preciso praticá-la. Por isso, em um acordo com a Embratur, teremos uma programação em português no Panamá. Esse é um passo importante para aproximar ainda mais o Brasil da América Latina e fortalecer a comunidade da indústria de reuniões", finaliza Bojórquez.
O Portal PANROTAS viaja a convite do Cocal