"Brasilidade": Embratur reforça ativos do País para ampliar competitividade no Mice
Alexandre Nakagawa destaca estratégia segmentada da Agência para crescer no setor de eventos

FORTALEZA – A Embratur vem impulsionando o Turismo brasileiro, apostando, principalmente, na democratização da internacionalização. Nos últimos quatro anos, a Agência trabalha de maneira segmentada e um dos focos é o setor Mice.
Durante apresentação no Congresso Cocal 2026, em Fortaleza, nesta quinta-feira (2), o gerente de Negócios e Estratégias para o Mercado Internacional da Embratur, Alexandre Nakagawa, destacou que a promoção do País exige uma abordagem justamente segmentada e orientada por resultados.
"A promoção da indústria Mice não pode ser feita da mesma forma que a do Turismo de lazer. Hoje, a Embratur trabalha para consolidar o Brasil como um destino ideal para eventos e negócios, com ações específicas para esse mercado. Figuramos entre os principais destinos globais para eventos de 2025 do ranking da Icca e podemos ir além do 13º lugar"
Alexandre Nakagawa, da Embratur
Nakagawa ressaltou que a competitividade do Brasil passa por fatores como conectividade aérea, infraestrutura para receber eventos de diferentes portes e serviços especializados. Além dos centros de convenções, ele defendeu o uso de espaços naturais como diferenciais para a realização de eventos.
Outro ponto destacado foi a mudança de posicionamento da Embratur, que passou a atuar com foco no retorno sobre os investimentos realizados na promoção internacional.
"Falamos muito sobre potencial, mas pouco sobre conversão. Hoje a Embratur é cobrada por resultados, por retorno sobre o investimento e por metas de chegada de turistas. Isso tornou nossa atuação muito mais competitiva."
Para isso, segundo Nakagawa, a Agência conta com uma equipe de perfil comercial e técnico, participa das principais feiras internacionais do segmento – como Imex Frankfurt, Imex Las Vegas e IBTM World – e desenvolve campanhas específicas para o mercado Mice.

Brasilidade é o nosso forte
Ao falar dos diferenciais do País, o executivo apontou a "brasilidade" como um dos principais ativos do Brasil na disputa por eventos internacionais.
"Nossa 'brasilidade' e o nosso soft power são diferenciais competitivos. É isso que faz o Brasil despertar interesse e que precisa ser explorado cada vez mais na promoção internacional"
Alexandre Nakagawa, da Embratur
Apesar do potencial, Nakagawa reconheceu que ainda há desafios para ampliar a participação brasileira no mercado global de eventos. Entre eles, citou o desconhecimento de parte do mercado internacional sobre a capacidade do País em sediar grandes encontros e a necessidade de promover destinos além dos tradicionais polos de negócios.
"Precisamos ir além dos grandes centros, como São Paulo, Rio, Brasília, Minas. O Brasil tem uma infinidade de destinos com potencial comprovado para receber eventos internacionais, e esse é um dos caminhos para ampliar nossa presença no segmento Mice", finaliza.
O Portal PANROTAS viaja a convite do Cocal