Viagens corporativas devem retornar mais rápido na Europa

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Uma pesquisa global com clientes corporativos da Uniglobe Travel revelou que as empresas na Europa têm quase duas vezes mais chances do que as da América do Norte de ter funcionários viajando agora ou que esperam viajar dentro de três meses. Apenas 32% das companhias norte-americanas indicaram que têm colaboradores que viajam atualmente, o farão dentro de um mês ou em 2 a 3 meses, em comparação com 61% das empresas europeias. Globalmente, esse número foi de 48,7%.

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Segundo pesquisa da Uniglobe, apenas 32% das companhias norte-americanas indicaram que têm colaboradores que viajam atualmente
Segundo pesquisa da Uniglobe, apenas 32% das companhias norte-americanas indicaram que têm colaboradores que viajam atualmente
De acordo com as expectativas anteriores de viagens da Europa, 56% das empresas europeias já fizeram alterações nas políticas de viagens, em comparação com 41% das norte-americanas. As mudanças mais comuns em todo o mundo foram limitar ou banir viagens para reuniões internas (64,1%), seguidas pela participação em reuniões ou conferências com base no número de participantes ou locais de origem (54,1%).

“Observando as mudanças na política de viagens, existe uma abordagem centrada no viajante. As mudanças menos populares são aquelas que afetam os direitos e a privacidade dos viajantes, como exigir que assinem isenções de responsabilidade, usem um aplicativo de rastreamento ou restrinjam suas atividades pessoais, incluindo ficar com amigos e familiares durante uma viagem a negócios”, aponta o presidente e diretor de Operações da Uniglobe, Martin Charlwood.

Outra área de interesse na pesquisa analisa considerações ambientais e de sustentabilidade na política de viagens corporativas. Como as empresas priorizam cada vez mais a sustentabilidade nos programas de viagens, equilibrar esta questão com distanciamento físico pode ser um desafio. Muitas formas de viagens ambientalmente amigáveis – como transporte compartilhado – são menos populares ou viáveis no momento.

No entanto, entre as empresas que tinham elementos de sustentabilidade em sua política de viagens pré-coronavírus, mais da metade delas espera que as políticas de sustentabilidade sejam fortalecidas ou aprimoradas nos próximos 18 meses.

“No Brasil, estamos sentindo uma evolução significativa semana após semana no interesse por viagens com a reabertura de muitas cidades, retomada gradual do setor aéreo e hoteleiro. Queremos acreditar que a fase mais difícil já foi superada, tendo a retomada liderada pelo setor de construção civil e offshore”, diz o responsável pela condução das 13 agências brasileiras pertencentes à rede, Patrick Tytgadt.
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