Demanda por viagens corporativas está aumentando

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Mais empresas estão relatando disposição e retorno efetivo às viagens corporativas, com as viagens domésticas assumindo a liderança, de acordo com resultados de uma nova pesquisa do GBTA. No entanto, as restrições governamentais aos deslocamentos internacionais continuam a prejudicar a capacidade das companhias de realizar funções comerciais importantes.

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Demanda por viagens corporativas está aumentando, segundo pesquisa da GBTA
Demanda por viagens corporativas está aumentando, segundo pesquisa da GBTA
O levantamento mostra um aumento de 12% em relação ao mês passado quanto a empresas retomando viagens e menos corporações suspendendo ou cancelando deslocamentos. As viagens domésticas a negócios agora são amplamente permitidas e as reservas corporativas e os gastos com viagens continuam aumentando mês a mês. Três em cada quatro (77%) membros e partes interessadas da entidade sentem que seus funcionários estão "dispostos" ou "muito dispostos" a viajar no ambiente atual.

No entanto, metade (52%) dos entrevistados relataram que as políticas e restrições governamentais relacionadas a viagens a trabalho internacionais continuam a impactar a capacidade de suas companhias de realizar funções de negócios importantes, como networking, prospecção, planejamento e reuniões de vendas.

Os entrevistados baseados na Europa estavam mais propensos a citar o impacto das políticas governamentais e restrições sobre as principais funções de negócios em comparação com aqueles baseados na América do Norte. E era significativamente maior em relação à capacidade de fazer networking, conduzir reuniões de vendas e treinar ou desenvolver funcionários.

“Há claramente um desejo de retomar viagens corporativas não essenciais e reuniões pessoais para promover colaboração, networking e oportunidades de negócios. E, curiosamente, não parece que a economia de custos seja necessariamente um fator-chave na espera para colocar os viajantes de volta na estrada. No entanto, as políticas governamentais e as restrições às viagens internacionais continuam a impedir o progresso na realização de atividades tão importantes”, diz a CEO da associação, Suzanne Neufang.

FORTE DEMANDA PARA RETOMADA
  • Otimismo contínuo: os respondentes continuam otimistas sobre o caminho da indústria para a recuperação. Metade (54%) relata que se sente mais otimista em comparação com um mês atrás, enquanto dois em cada cinco (40%) dizem que sentem o mesmo. Apenas 6% dizem que se sentem mais pessimistas sobre o caminho da recuperação do setor.
  • Vontade de viajar: três em cada quatro (77%) membros e partes interessadas do GBTA sentem que seus funcionários estão "dispostos" ou "muito dispostos" a viajar a negócios no ambiente atual. Os demais membros sentem que seus funcionários não estão dispostos (4%), são neutros (12%) ou não têm certeza (7%). E o desejo de servir seus clientes é um dos principais motivadores, com maior disposição para viagens para vendas e gerenciamento de contas (59%) e viagens de serviço (56%).
  • Domínios domésticos: as posições corporativas em relação a viagens a negócios variam. E os participantes relatam que 57% das viagens a trabalho domésticas não essenciais são geralmente ou às vezes permitidas, em comparação com 26% para viagens internacionais não essenciais.
  • Querem retomar: das empresas que suspenderam a maioria das viagens nacionais, nove em cada dez planejam retomá-las em um futuro próximo ou estão considerando retomar, mas não têm planos definidos. Três em cada dez planejam voltar com internacionais dentro de um a três meses e metade está considerando retomar em breve, mas não têm planos definidos. Um em cada dez não planeja retomar as viagens internacionais a negócios em um futuro próximo.

GASTOS COM VIAGENS
  • Sete em cada dez (72%) dos entrevistados relataram que os gastos com viagens corporativas de suas empresas aumentaram de "um pouco" para "muito" em junho de 2021 em comparação com o mês anterior, enquanto um em cada cinco (20%) relatou que os gastos permaneceram "os mesmos". Menos de um em cada dez (6%) relatou que os custos diminuíram ou não têm certeza (1%).
  • Entre os entrevistados que observaram que seus gastos com viagens em junho de 2021 aumentaram em relação a maio, o aumento médio foi de 41,8%.
  • Sete em cada dez (70%) fornecedores relatam que suas reservas de clientes corporativos aumentaram em relação à semana anterior, enquanto um em cada quatro (27%) relatou que suas reservas permaneceram as mesmas da semana anterior. Menos de um em dez (3%) relata que suas reservas diminuíram.

SEGURANÇA É FUNDAMENTAL
  • Mais da metade (57%) dos participantes geralmente ou às vezes têm permissão para realizar viagens a negócios domésticas não essenciais. Dois em cada dez raramente são permitidos (20%) ou proibidos (23%).
  • As viagens a trabalho internacionais não essenciais continuam a ficar para trás, com um em cada quatro (26%) membros do GBTA e partes interessadas geralmente autorizados ou às vezes autorizados a realizá-las.
  • Viagens corporativas domésticas não essenciais que podem ajudar a gerar receita para a empresa são os principais motivos para solicitações de viagens. Sete em cada dez viagens de vendas/gerenciamento de contas são geralmente ou às vezes permitidas; da mesma forma, sete em dez viagens de serviço são geralmente ou às vezes permitidas. Mais da metade das viagens não essenciais são para vendas, gerenciamento de contas e viagens de serviço.
  • Sete em cada dez (69%) dos entrevistados acreditam que o gerenciamento de risco e o duty of care são mais importantes do que antes da pandemia.
  • Menos de dois em cada dez entrevistados indicaram que seus funcionários precisarão ser vacinados antes de viajarem a negócios (18%) ou se encontrarem com clientes pessoalmente (16%), em comparação com mais da metade dos que não o farão. Um quarto dos entrevistados não conhece as políticas de vacinação de sua empresa e se eles serão obrigados a ser vacinados para viagens a negócios ou para se encontrarem com clientes pessoalmente.

FLEXIBILIDADE DE TRABALHO CONTINUARÁ
  • Quase metade (45%) dos entrevistados relatou que os escritórios de suas empresas foram reabertos, mas trabalhar no escritório é opcional. Um em cada cinco (19%) afirma que os escritórios foram reabertos e a maioria/todos os funcionários são obrigados a trabalhar lá pelo menos um dia por semana. Apenas um quarto (27%) relatou que não foi reaberto e a maioria (senão todos) os funcionários trabalham em casa.
  • Os entrevistados baseados na Europa (53%) são mais propensos do que os da América do Norte (42%) a relatar que os escritórios de suas empresas foram reabertos e a maioria ou todos os funcionários atualmente podem escolher trabalhar lá ou em casa.
  • Metade (52%) dos membros e partes interessadas do GBTA espera que a maioria dos funcionários trabalhe no escritório alguns dias e em casa em outros dias, quando os locais reabrirem totalmente. Menos esperam que a maioria dos funcionários retorne ao escritório em tempo integral na maioria dos dias (18%), os funcionários tomarão a decisão por conta própria (13%) ou os colaboradores trabalharão em casa na maioria dos dias (9%). Menos entrevistados relatam que esperam que os funcionários tenham outros acordos de trabalho (6%) ou não têm certeza (3%).
  • Os entrevistados localizados na Europa (64%) têm mais probabilidade do que os residentes na América do Norte (49%) de esperar que a maioria dos funcionários trabalhe no escritório alguns dias e em casa em outros dias.

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