TECNOLOGIA

Relação OBTs e mercado corporativo volta a debate em São Paulo



Jhonatan Soares
Luis Vabo, do Reserve, Humberto Batista, da Avipam, Maria Cecilia Mattiuzzo, da Ericsson, Gregório Polaino, da Alatur JTB, Maria Prata, jornalista, e Alexandre Arruda, da Argo Solutions
Luis Vabo, do Reserve, Humberto Batista, da Avipam, Maria Cecilia Mattiuzzo, da Ericsson, Gregório Polaino, da Alatur JTB, Maria Prata, jornalista, e Alexandre Arruda, da Argo Solutions
Benefícios e conflitos na relação entre agências de viagens corporativas e TMCs com as ferramentas de reservas on-line (OBTs) voltaram a ser assunto durante a segunda edição do Connect Meeting, evento promovido por Gol, Air France-KLM e Delta Air Lines para o setor corporativo, em São Paulo. Por ter sido mediado pela jornalista do Globo News Maria Prata, que não é necessariamente uma especialista no assunto, o painel levou tom de certa forma didático em determinados momentos.

Pelo lado dos fornecedores de tecnologia, representaram Alexandre Arruda, da Argo Solutions, e Luis Vabo, do Reserve. Expondo a opinião dos gestores e agências corporativas estavam Gregorio Polaino, da Alatur JTB, Humberto Batista, da Avipam, e Maria Cecilia Mattiuzzo, da Ericsson.

Embora tenha nascido para agregar conteúdo de distintos fornecedores, os OBTs hoje são sinônimos de gestão. Os especialistas relembraram a importância da Gol, pioneira em web service no Brasil, neste contexto. Em relação ao patamar que o mercado brasileiro se encontra na comparação com o internacional, os profissionais disseram que temos necessidade de controle mais complexa do que a maioria dos mercados estrangeiros, onde há mais simplicidade nos processos.

Para Gregorio Polaino, as OBTs já alcançaram um nível avançado no Brasil, mas ainda tem muito a se evoluir. "Conforme forem avançando, teremos de mudar nossos modelos de negócio", acredita o executivo. "E a satisfação do usuário tem muito a ver com essas mudanças, pois o OBT é a ferramenta que ele vê, e muitas vezes ele nem reflete que existe uma agência ou um gestor por trás dela."

Maria Cecilia concorda, e diz que a política de viagem também depende muito do OBT. "O usuário nem sempre entende essa relação. Às vezes as regras tarifárias de determinada companhia são confundidas com a política da agência. Deixar todo o processo somente nos OBTs, portanto, pode ser arriscado, pois ainda há muito desencontro neste diálogo."

Os OBTs trouxeram qualidade no processo, mas ainda é necessário aprimorar a maneira que os dados coletados por essas ferramentas são interpretados. "O que fazer com essas informações? Os OBTs têm um papel fundamental para reunir dados de diversos tipos, mas é necessário saber como transformá-las em algo para a prosperidade da agência e principalmente do cliente", opinou Humberto Batista. "A comunicação melhorou muito com a automatização do processo. O passageiro não fica mais ligando o tempo todo para a agência depois da autonomia que os OBTs deram a ele, então passamos a ser mais gestores do que meros executores."

Luis Vabo concorda. Para ele, a relação entre agências e fornecedores de tecnologia está ficando mais madura, e o papel da agência começa a mudar. "Há uma discussão na redução do fee das agências por conta dos OBTs, mas ao mesmo tempo esse TMC tem de se reinventar. Muitas vezes os papéis se confundem entre travel manager. Quer dizer, este conflito existe, mas os OBTs não são os culpados", afirmou, endossado por Alexandre Arruda.

"OBTs resolveram muitos problemas e levaram a discussão às melhores práticas. Essas ferramentas eliminaram muitos dos problemas operacionais. Vai dos profissionais se reinventarem e saberem usar a seu favor."
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