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Por que os modelos disruptivos geram incerteza no corporativo

Emerson Souza
Fernando Michellini, diretor da CWT no Brasil, Daniel Almeida, gerente do Canal de Vendas Corporativas da Latam, Cristiana Carvalho, gestora de Viagens da Mosaic Brasil, Paulo Henrique Pires, diretor de Vendas da Localiza, Gisele Landim, gerente regional da Johnson & Johnson, e Nelson Oliveira, Diretor de Gestão de Fornecedores
Fernando Michellini, diretor da CWT no Brasil, Daniel Almeida, gerente do Canal de Vendas Corporativas da Latam, Cristiana Carvalho, gestora de Viagens da Mosaic Brasil, Paulo Henrique Pires, diretor de Vendas da Localiza, Gisele Landim, gerente regional da Johnson & Johnson, e Nelson Oliveira, Diretor de Gestão de Fornecedores

A Carlson Wagonlit Travel (CWT) realiza hoje o Client Experience na capital paulista. Além da apresentação de novas ferramentas da empresa, o evento visa levantar e debater temas que são intrínsecos ao ambiente corporativo para fornecedores e clientes.

"A ideia é darmos espaço para que os nossos fornecedores, clientes e colaboradores melhor entender quais são as perspectivas que permeiam o segmento", pontua o Diretor de Gestão de Fornecedores, Nelson Oliveira. Com a presença de aproximadamente 180 participantes, o evento contou com o painel Tendências no segmento de Turismo e Evolução dos modelos de trabalho.

A partir da votação dos participantes, o primeiro tema debatido foi o impacto de plataformas colaborativas como Airbnb e Uber no mercado corporativo.

"A Uber trouxe uma evolução muito grande no Brasil, seja como empresa e mesmo logística e prestação de serviços. Não temos para onde fugir e devemos pensar em como essas novas empresas farão parte do nosso dia dia e não vai parar por aí - trarão ainda mais novidades ao mercado corporativo", revelou o diretor da CWT no Brasil, Fernando Michellini.

Contudo, apesar de a mobilidade ser bem recebida, a hospedagem ainda gera incertezas. "O Airbnb ainda esbarra na questão da segurança do viajante. Para a gestão corporativa ainda falta um ponto para ser alcançado - que são as garantias de conforto, alimentação e segurança. O lado positivo dessa plataforma é que ela faz o mercado se movimentar, e obriga a hotelaria a repensar em como se posicionar", destaca a gerente regional da Johnson & Johnson, Gisele Landim.

Entre os desafios mais tangentes das TMCs, o destaque ficou para a necessidade de as agências melhor se posicionarem como consultoras. "O nosso desafio principal é fazer com que as TMCs faça parte do dia a dia dos clientes e mostrar cada vez mais a necessidade de uma consultoria. Mostrar que temos muito mais a oferecer além das vendas", afirmou Michellini.

Outro apontamento são os avanços tecnológicos e a necessidade de autonomia dos viajantes. "O viajante quer cada vez mais ter autonomia para seguir o melhor caminho e tomar as melhores decisões. Sem tecnologia isso não é possível", ressalta o gerente do Canal de Vendas Corporativas da Latam, Daniel Almeida.
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