Accor, Gol, Latam e Localiza destacam medidas pós-crise

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Divulgação
A videoconferencia da Abracorp contou com audiência máxima, de 100 participantes
A videoconferencia da Abracorp contou com audiência máxima, de 100 participantes
Na última terça-feira (7), a Abracorp realizou uma videoconferência com o tema "Pós-covid-19 - Preparando-se para o amanhã", que mobilizou a participação das agências TMC's associadas e convidados. A reunião virtual teve mediação do presidente executivo e do presidente do Conselho de Administração da entidade, Gervasio Tanabe e Carlos Prado, e contou com a participação de André Sena, da Accor; Eduardo Bernardes, da Gol; Igor Miranda, da Latam; e Paulo Henrique Pires, da Localiza.

Todos os debatedores concordaram que o momento exige medidas capazes de repor a confiança dos viajantes. Na hotelaria, a Accor substituiu o sistema de bufê, por exemplo. Envelopar o volante dos veículos e agilizar o lançamento do "Localiza Fast", novo sistema que dispensa o cliente de ir até o balcão para retirar o carro, foram as alternativas consideradas por Paulo Henrique Pires. Já na aviação comercial, os participantes destacaram a tendência de incorporar as novas tecnologias e a importância dos procedimentos se sanitização.

Em relação às possíveis mudanças na dinâmica de relacionamento com as agências de viagens e TMCs, os quatro debatedores ressaltaram que é preciso evitar guerra de preços. A alternativa, segundo André Sena, seria diminuir o ritmo de abertura de novos hotéis e agir de maneira mais cautelosa.

Para Igor Miranda, da Latam, a demanda estará reprimida após a crise, com a possível retomada no prazo de um a dois anos. Já Eduardo Bernardes, da Gol, acredita que, "com a cobrança de fees, as TMCs não conseguirão sobreviver, assim como as companhias aéreas caso resolvam retomar a mesma oferta de voos". “Para qualquer indústria no mundo, as TMCs são importantes e isso não vai deixar de existir. Mas com a cobrança de fees [praticados até então pelas TMCs], elas não vão continuar, considerando o reduzido valor cobrado dos clientes”, explicou. “Caso as companhias aéreas resolvam retomar a mesma oferta de voos, também não conseguirão sobreviver”, comparou Bernardes.

MUDANÇAS APÓS A CRISE
Para Paulo Pires, a tendência é a retomada lenta. "Nosso produto é acessório. As locadoras podem ter um ganho com a tendência de substituição do carro próprio pela locação, caso isso de fato se confirme após esse período", ressaltou. No entanto, após a crise a precificação será diferente, segundo o presidente do Conselho de Administração da Abracorp. "Se hoje as empresas estão robustas, amanhã sairão feridas. Não adianta vender por preços insustentáveis", argumentou Carlos Prado.

No segmento hoteleiro, será necessário pensar em estratégias que geram maior eficiência para o mercado. "Estamos investindo para padronizar a dinâmica dentro de todos os nossos hotéis. É difícil, mas nós estamos repensando modelos, como o pré-pagamento, para trazer mais eficiência para a cadeia como um todo", afirmou Sena, da Accor.

No que se refere à conectividade, Igor Miranda afirmou que a busca por eficiência estimulará todas as empresas a otimizarem viagens com o uso de tecnologia da videoconferência. Para Edu Bernardes, essas ferramentas já existiam e vieram muito à tona neste período de quarentena. "O que aconteceu foi uma forçada de barra para todos experimentarmos essa tecnologia, o que pode gerar a percepção de valor neste momento. O que faz a economia crescer são as viagens", ressaltou. Já Paulo Pires acredita que, a princípio, todos estarão saturados de conference call e vão querer viajar.

Prado concluiu dizendo que "nós precisamos estar unidos e com foco na solução de problemas que são comuns. A mídia evoluiu muito e sabe que o Turismo foi o mais afetado. A Abracorp está junto e vamos fazer um Brasil melhor depois que esse período de crise passar", destacou.


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