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Europa e Índia querem testar 737 Max por conta própria

A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (Easa) e a Índia anunciaram que planejam realizar seus próprios testes com o modelo 737 Max da Boeing, à parte da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA). De acordo com eles, apenas a liberação por parte do órgão norte-americano não seria suficiente para o retorno das operações da aeronave suspensa desde março.

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Boeing Field, em Seattle (EUA), abriga dezenas de 737 Max proibidos de voar
Boeing Field, em Seattle (EUA), abriga dezenas de 737 Max proibidos de voar
“A Easa pretende conduzir seus próprios testes de maneira separada, mas coordenada em relação à FAA. Ainda não temos uma data marcada para isso, afinal, dependemos dos progressos da Boeing no desenvolvimento de uma solução para o caso”, informou a porta-voz da entidade europeia, Janet Northcote. Segundo ela, pilotos associados serão enviados aos Estados Unidos para tal missão.

Situação semelhante também foi informada pela Direção Geral da Aviação Civil da Índia. De acordo com informações publicadas pela Bloomberg, os indianos participarão dos testes em parceria com a Easa e ainda aplicarão uma série de testes em simuladores aos pilotos do país que operam tal tipo de aeronave.

Segunda maior companhia aérea da Índia, a SpiceJet já encomendou mais de 130 aviões do modelo à Boeing, tendo recebido sete deles até o momento. Outra aérea indiana, a Jet Airways havia realizado um pedido de 125 unidades do 737 Max, porém, suspendeu suas operações em abril deste ano.

Os testes de certificação propostos pela FAA estão programados para serem realizados durante o mês de outubro. O Boeing 737 Max foi suspenso após dois acidentes fatais envolvendo aeronaves da Lion Air, em outubro de 2018, e da Ethiopian Airlines, em março deste ano.


*Fonte: Bloomberg

conteúdo original: https://bloom.bg/2lNhO6c
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