EMPRESAS

CEO da KLM é a favor de alianças e diz estar satisfeito com Gol

O CEO da KLM, Pieter Elbers, afirmou que é muito gratificante ver a aérea que ele comanda completar 100 anos de atividade em um setor extremamente competitivo como é a aviação. Segundo ele, ao mesmo tempo que a indústria é positiva para a holandesa, que tem registrado bons indicadores financeiros, é prejudicial para tantas outras, que entram (ou já entraram) em colapso com dez, 20, 40 anos ou mais.

Danilo Teixeira Alves
Pieter Elbers, CEO da KLM
Pieter Elbers, CEO da KLM

“O jeito de fazer aviação muda todo dia, assim como os viajantes e suas exigências também são diferentes de ontem e de amanhã. Neste sentido, é cada vez mais interessante uma companhia ter boas alianças comerciais. A nossa relação após a fusão com a Air France trouxe inúmeros benefícios para nós como empresa, mas também para quem voa conosco”, disse.

BRASIL: MERCADO IMPORTANTE
Ainda tratando de alianças ao redor do mundo, Ben Smith, CEO da Air France-KLM, negou qualquer saia justa gerada a partir do rompimento das relações entre Gol e Delta – ambas parceiras do grupo. O executivo disse que ainda é muito cedo para quem é de fora opinar, seguindo o discurso de Elbers, que mais cedo se esquivou da pergunta. “Acreditamos que a consolidação e a parceria entre as aéreas são o futuro da aviação. Neste sentido, posso afirmar que estamos bastante satisfeitos com a nossa parceira no Brasil, a Gol”, comentou o executivo da holandesa.

Segundo Elbers, o Brasil é e continuará sendo um mercado prioritário para as ambas as companhias. Ele destacou os aumentos de frequências de uns anos para cá e a criação do hub de Fortaleza, em parceria com a Gol. "O que fizemos na capital do Ceará foi algo surpreendente. Três companhias criaram um hub que alimentam voos domésticos e internacionais", disse. "Mas, acima de tudo, vejo excelentes oportunidades para a América do Sul em geral. Claro que há alguns entraves como a economia local, mas acredito que temos chances de crescer", completou, sem dizer quando e como pretende fazer isso.


UMA APRENDE COM A OUTRA

Danilo Teixeira Alves
Ben Smith, CEO da Air France-KLM
Ben Smith, CEO da Air France-KLM
De acordo com Smith, um dos convidados para a celebração dos 100 anos da KLM, a holandesa “dá aula” quando o assunto é eficiência. “Ela nos mostra que uma companhia aérea pode ir se reinventando com o passar dos anos. Claro, toda empresa teve ou tem o seu momento difícil, mas é como ela lida com ele que vai ditar se ela é uma companhia que veio para ficar ou não. A KLM provou que sim”, comentou.

Smith reconhece que, atualmente, a Air France não é a companhia aérea mais eficiente da Europa. “Ainda há muito espaço para melhorias. Pieter Elbers e sua equipe fizeram um bom trabalho. Melhoraram os índices e deixaram os custos sob controles. A Air France está aprendendo com a KLM."

Danilo Teixeira Alves
Executivos participaram de uma rodada de perguntas e respostas
Executivos participaram de uma rodada de perguntas e respostas
O executivo da Air France avaliou como negativa a decisão do governo francês que, a partir de 2020, vai cobrar um imposto ecológico das companhias aéreas que voam para fora do país. A Air France, maior empresa da França, seria a mais impactada com a nova cobrança. Segundo a companhia, mais de 60 milhões de euros deverão ser acrescentados em seu custo operacional. “Esta medida não tonará a aviação mais sustentável. Acredito que há outras ações melhores para lutar em prol da sustentabilidade”, concluiu.

O Portal PANROTAS viaja a convite da KLM
 AVALIE A IMPORTÂNCIA DESTA NOTÍCIA