Por que a Copa Airlines se vê fortalecida no pós-crise?

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Carlos Antunes e Christophe Didier, gerente da Copa para Cone Sul e VP global de Vendas da aérea do Panamá
Carlos Antunes e Christophe Didier, gerente da Copa para Cone Sul e VP global de Vendas da aérea do Panamá
A Revista PANROTAS entrevistou o o gerente regional da Copa Airlines para Brasil e Cone Sul, Carlos Antunes, e o vice-presidente global de Vendas da companhia aérea panamenha, Christophe Didier, para a edição desta semana. "Voltaremos mais forte", acreditam os executivos, baseados em um caixa que eles já apontavam ser forte em março, no início da pandemia, e que ficou ainda mais robusto após aporte milionário adquirido com bancos do Panamá.

Divulgação
Aeronave da Copa Airlines em retorno ao Rio de Janeiro pós paralisação pela pandemia
Aeronave da Copa Airlines em retorno ao Rio de Janeiro pós paralisação pela pandemia
Christophe Didier e Carlos Antunes também asseguram que, devido a esta saúde financeira, não recorrerão a uma recuperação judicial ou Chapter 11, medidas a que recorreram algumas de suas concorrentes diretas. Com voos retomados, incluindo para o Brasil, eles garantem: "voltaremos desta crise mais fortes do que éramos".

Veja abaixo uma das perguntas feitas na entrevista e, na sequência, confira a Revista PANROTAS desta semana, por onde você lê a entrevista na íntegra. Eles falam de frota, operação, corporativo, lazer, vacina, Brasil, Américas e estratégias futuras.

REVISTA PANROTAS - Qual é o tamanho do impacto da crise para a Copa Airlines?
ANTUNES - "Nossos maiores concorrentes da América Latina recorreram ao Chapter 11 em busca de recursos para suas recuperações. Nós não entramos e não solicitaremos uma solução como essa. Não quero dizer que foi fácil para nós. Não foi e não tem sido. A crise é dura para toda indústria da aviação. Entretanto, baixando os custos e conseguindo uma linha de crédito devido à nossa solidez, voltaremos mais forte do que antes.

No report do primeiro trimestre tínhamos US$ 1,1 bilhão em caixa. Isso para uma empresa que fatura cerca de US$ 2,6 bilhões anuais, é quase metade da receita total em caixa. Demonstra solidez financeira e planejamento de longo prazo.

Ainda assim, não sabíamos e ainda não sabemos o quanto vai demorar toda essa situação, e a Copa foi aos bancos do Panamá para buscar financiamento adicional, além de ter lançado cotas em ações para recolher mais dinheiro. Conseguimos US$ 150 milhões em crédito com bancos e US$ 350 milhões em bônus convertíveis em ações.

No final de junho, tínhamos US$ 1,4 bilhão em caixa. Isso diz que podemos durar muito tempo trabalhando com demanda restringida, com menos voos do que tínhamos e assim enxugando nosso custo operacional. A Copa é uma das companhias aéreas com melhor condição competitiva para sobreviver a esta crise.



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