Latam celebra dia histórico e já prepara segunda fase do E195-E2 com novas rotas
CEO diz que segunda fase será anunciada no fim de novembro e terceira está prevista para fevereiro de 2027

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - A entrega do primeiro E195-E2 à Latam Brasil nesta quinta-feira (8), na fábrica da Embraer, marca não apenas a entrada do novo modelo na frota da companhia, mas também o início de um programa de expansão que terá novas etapas e muitas novidades já nos próximos meses.
É o que disse o CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, em entrevista coletiva realizada na sede da Embraer. Ao lado de Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer, Jerome afirmou a companhia já trabalha na segunda fase do projeto, que deverá adicionar de três a quatro novos destinos.
“Devemos anunciar a fase 2 do Embraer no fim de novembro, quando a aeronave fará sua estreia comercial no País, que chegará com três a quatro destinos novos. Provavelmente no mês de fevereiro de 2027 também já vamos falar da terceira fase da frota"
Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil

A terceira etapa terá a missão de completar o programa referente às 24 aeronaves E195-E2 que a Latam tem em pedidos firmes com a Embraer. A companhia prevê receber 14 unidades entre novembro de 2026 e março de 2027, enquanto o cronograma das demais aeronaves será detalhado com o passar do tempo.
Os primeiros destinos anunciados
Como já anunciado, na primeira fase, são oito novas rotas, quatro delas para destinos que ainda não fazem parte da malha da Latam: Guarulhos-Rondonópolis, Guarulhos-Ji-Paraná, Guarulhos-Cabo Frio e Guarulhos-Macaé. Todas com uma performance surpreendente, seguro Jerome Cadier.
"Escolhemos bases que, de acordo com nossas previsões, já apresentavam uma demanda potencial relevante, principalmente corporativa, considerando o perfil das cidades que estamos conectando. Cabo Frio, por exemplo, também pode ter uma demanda forte de lazer. Essas rotas estão performando muito bem em vendas e algumas estão nos surpreendendo, como Ji-Paraná, que está acima da curva nas vendas"
Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil

Para Cadier, o E195-E2 chega em um momento de expansão da companhia e permitirá à Latam avançar em mercados nos quais a utilização de aeronaves maiores nem sempre é adequada à demanda. “É um produto mais prático, mais rápido e melhor, casando muito bem com a estratégia de frota da Latam”, afirmou.
A entrada do modelo em tempo recorde também foi celebrada pelo Jerome. Segundo ele, a Latam terá a entrada em serviço mais rápida entre aeronaves comerciais desse porte no mundo. A companhia também pretende continuar ampliando a conectividade e chegar a mais de 70 destinos no Brasil em 2027.
Terceira fase terá novas rotas com mix de lazer e corporativo

Cadier lembrou que a terceira fase do programa ainda não está totalmente definida, mas poderá incluir rotas regionais e trechos domésticos de menor distância. A prioridade, neste momento, é consolidar as 24 aeronaves firmes no mercado brasileiro antes de avaliar uma eventual expansão internacional.
“Na fase 3, podemos ter mais rotas regionais e claramente o E2 também pode operar rotas curtas dentro das fronteiras da América do Sul. As primeiras 24 aeronaves firmes, provavelmente, vão voar domesticamente no Brasil, mas temos ainda outras 50 opções, e essas, sim, poderiam eventualmente operar para outros países, como Peru e Chile. Vamos primeiro conhecer bem o produto dentro do Brasil"
Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil
Jerome reafirmou que parte dos novos E2 também poderá reforçar rotas já existentes, com melhoria de horários e aumento de frequências. Segundo ele, a companhia segue identificando mercados com demanda não atendida, principalmente corporativa, embora alguns destinos tenham maior potencial de lazer.

“É um momento muito especial. Estamos entregando o primeiro E195-E2 à Latam, o primeiro capítulo na história das duas companhias. A Latam é uma das maiores companhias aéreas do mundo e a Embraer tem, com esse produto, uma aeronave muito competitiva, adequada para complementar a operação de aviões maiores, com conforto, eficiência e benefícios ambientais. É um avião bom para os passageiros e para a companhia aérea", complementou Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer.