Fusão de Azul e Latam é muito provável, aponta Bradesco BBI

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John Rodgerson e Jerome Cadier, CEOs da Azul e Latam, respectivamente
John Rodgerson e Jerome Cadier, CEOs da Azul e Latam, respectivamente
Apesar da negativa do CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, a Azul Linhas Aéreas pode estar próxima de uma aquisição da concorrente. O banco de investimento do Bradesco, Bradesco BBI, elevou a recomendação de neutra para outperform (desempenho acima da média), com um novo preço alvo de R$ 75 para as ações da Azul (Azul4), cifra 68% acima do fechamento da sexta-feira (4). As operações envolvendo a Azul podem reescrever a história da companhia em até 90 dias, na visão dos analistas do BBI.

As informações são baseadas na última queda de braço entre Azul e Latam. No fim de maio, a companhia dirigida por Cadier anunciou o fim do codeshare com a aérea dirigida por John Rodgerson. Este último, por sua vez, alegou que o fim do acordo com a Latam é resposta à consolidação na indústria. Jerome Cadier diz que não recebeu oferta e nem vai vender operação no Brasil.

Apesar disso, Victor Mizusaki e Pedro Fontana, que assinam o relatório em questão, veem a fusão como "muito provável". "Em nossa opinião, em até noventa dias, a Azul pode fazer uma proposta para adquirir as operações domésticas da Latam Airlines Brasil. Os credores da Latam podem solicitar que esta alternativa seja incorporada ao plano de reestruturação a ser apresentado nos procedimentos de recuperação judicial até 30 de junho e a ser votado até 23 de agosto", dizem os analistas do Bradesco BBI.

Para eles, as sinergias com a potencial consolidação teriam potencial de alcançar um valor presente líquido de R$ 9,5 bilhões para a Azul: R$ 19 por ação. Isso considerando que as operações domésticas da Latam valham US$ 822 milhões.

Nos Estados Unidos, os papéis da Latam Airlines também tiveram a recomendação elevada.
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