Ethiopian tem novo diretor e gerente comercial no Brasil

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Girum Abebe, que deixa o Brasil após seis anos e volta à Etiópia, na matriz da companhia, e Michael Bekele, de chegada para dirigir a companhia no País
Girum Abebe, que deixa o Brasil após seis anos e volta à Etiópia, na matriz da companhia, e Michael Bekele, de chegada para dirigir a companhia no País

A Ethiopian Airlines tem um novo diretor no Brasil. Michael Bekele chega para substituir Girum Abebe, que por sua vez voltará à matriz da companhia aérea africana para novos desafios após cerca de seis anos em nosso mercado. Apesar da situação trágica enfrentada por todo setor aéreo durante esta pandemia, o novo diretor da Ethiopian no País reafirma seu compromisso com o mercado latino-americano e acredita que, quando a crise passar, a Ethiopian estará em posição fortalecida.

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A Ethiopian Airlines é representada no Brasil pela Aviareps. Neste mês, Thomas Munnich assumiu como gerente comercial da companhia etíope e trabalhará lado a lado com Bekele.

"Não paramos de voar em nenhum momento de nosso hub em Adis Abeba ao Brasil. Assim que a covid-19 foi decretada pandemia, realizamos várias adaptações em nosso serviço para que toda a jornada do cliente, desde o aeroporto até a bordo, fosse a mais segura possível para viajantes e tripulantes, com procedimentos sem toque e seguindo todas as regras dos órgãos regulamentadores para higiene e segurança", afirma Bekele, em entrevista ao Portal PANROTAS. "Reafirmamos nosso compromisso com o Brasil e a América Latina, região onde ainda vemos um enorme potencial para a companhia", completa o novo diretor.

No fim de março, a companhia começou a voar de duas a três vezes por semana ao Brasil e hoje opera com quatro operações semanais, das quais uma por semana também conecta a Argentina. O objetivo é incrementar a operação ao país vizinho para três frequências semanais a partir de fevereiro, caso não haja novos impedimentos como lockdowns.

NOVO TERMINAL
Há cerca de quatro meses, durante a pandemia, a Ethiopian Airlines concluiu seu novo terminal de passageiros em seu hub na capital etíope. A companhia e o aeroporto se tornaram uma das principais referências em conexão de passageiros da África para o mundo, e garante que este novo terminal, por ter sido estabelecido durante a pandemia, está preparado para entregar o máximo em segurança e higiene ao viajante.

INDÚSTRIA TRANSFORMADA
Para Bekele e Girum Abebe, o modo de voar será transformado pós-pandemia em termos de protocolos de higiene tanto quanto o aspecto de segurança depois do 11 de setembro. De olho nessas transformações e no atual contexto, a Ethiopian lançou um seguro global contra covid-19 a todos seus clientes, que contam com 100 mil euros se diagnosticados com a doença durante suas viagens, além da cobertura de 150 euros por dia com os custos da quarentena.

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Michael Bekele e Girum Abebe, da Ethiopian Airlines, e Thomas Munnich e Marcelo Kaiser, da Aviareps. Munnich é o novo gerente comercial da Ethiopian no Brasil
Michael Bekele e Girum Abebe, da Ethiopian Airlines, e Thomas Munnich e Marcelo Kaiser, da Aviareps. Munnich é o novo gerente comercial da Ethiopian no Brasil
Flexibilização e intensidade de atendimento para remarcação, cancelamentos e reembolsos foram outros aspectos citados por Girum Abebe no gerenciamento da crise. "Sempre foi parte do nosso DNA assegurar que as pessoas sejam conectadas para onde precisam. Temos compromisso em transportá-las e com um serviço de alto nível. É parte da nossa estratégia manter nossa oferta, e por isso não paramos e não vamos parar de voar para América Latina", afirma o agora ex-diretor Brasil, que agradece a parceria do trade local.

RELACIONAMENTO COM O TRADE
"Estreitamos muito nosso relacionamento com o mercado brasileiro e queremos ainda mais proximidade. Do nosso lado, temos esse compromisso tanto com os agentes de viagens quanto com o consumidor", afirmou Abebe.

RECEITA COM CARGAS
Os executivos também mencionam a adaptação de aeronaves de passageiros em carga como uma alternativa bem-sucedida de busca de receitas durante a crise.

CONECTIVIDADE
Apesar de a demanda por viagens corporativas ter declinado fortemente durante a pandemia, a Ethiopian enxerga uma crescente busca por destinos exóticos e de natureza, principalmente na África e na Ásia, e a companhia tem a estratégia de conectividade em seu hub como uma prioridade. Menos de 5% dos brasileiros que voam Ethiopian têm a Etiópia como destino.

"Madagascar, Tanzânia, Seychelles, Maldivas, entre outros, estão entre os destinos mais buscados durante a pandemia, e nós certamente oferecemos a melhor conexão por meio de Adis Abeba, pois somos o maior grupo de aviação da África", concluiu Bekele que, apesar de novo no Brasil, já tem 17 anos de experiência na aérea.

A Ethiopian concorre com gigantes como a Emirates em termos de conexão na África. O aeroporto da capital da Etiópia concorre de igual para igual com Dubai como o terminal mais movimentado do continente, chegando a superar o terminal árabe em alguns anos como em 2018.
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