Sem representação da Austrália, trade busca alternativas para promoção

|

Divulgação
Sidney, um dos cartões postais da Austrália
Sidney, um dos cartões postais da Austrália

A Austrália deixou de contar com uma representação no Brasil. Desde o primeiro dia de julho, a entidade de promoção Tourism Australia não atua mais no País onde esteve por quase sete anos, cinco com a Interamerican Network e, desde agosto de 2016, com Craig Bavinton, ex-proprietário da operadora Kangaroo – o contrato de representação se encerrou no último dia de junho, sábado (30), e não foi renovado.

É o segundo destino em poucos meses a fechar as portas no Brasil, já que o Canadá encerrou suas atividades em dezembro do ano passado. Em comum, o fato de ambas saírem em momentos de ascensão com o público brasileiro: o número de brasileiros em terras canadenses subiu 18,7% de janeiro a novembro de 2017 contra o mesmo período de 2016, enquanto na Austrália a alta foi de 18,2% no ano inteiro, quando 56 mil cruzaram o planeta para visitar o país da Oceania.

Bavinton explicou que não se trata do retorno de investimento, mas do tamanho de nosso mercado. “Ainda somos considerados ‘pequenos’, se comparar com China, com 1,3 milhões de visitantes anuais, Índia, com um milhão, e Estados Unidos, com 800 mil”, comentou. A decisão estratégica foi, assim, de redirecionar a verba para estes mercados que mais vendem.

Emerson Souza
Bavinton representou a Austrália no Brasil por quase dois anos
Bavinton representou a Austrália no Brasil por quase dois anos

O problema é o vácuo que fica. Capacitações, promoção de novos destinos, informações mais diretas, rápidas... Boa parte disso será reduzida com a saída da entidade. Quem perde são os agentes, com menos acesso às novidades do destino, e operadoras, que ficarão responsáveis, quase que sozinhas, por promover Austrália no Brasil.

COMO CONTORNAR A SITUAÇÃO?
Sem a divulgação direta, alternativas vem sendo citadas pelas operadoras especializadas nesse país: a busca de novidades através dos órgãos regionais australianos; parcerias com empresas de interesse para realização de capacitações, como hotéis, entidades de promoção e, principalmente, as companhias aéreas que levam sul-americanos (Qantas, Latam Airlines e Air New Zealand); contar com especialistas para descobrir e peneirar destinos para seus públicos específicos, e até usar o curso on-line Aussie Specialist, criado pelo Tourism Australia e praticamente uma unanimidade.

“Para suprir a falta do TA [Tourism Australia], as empresas interessadas, especialmente as aéreas, devem se juntar para promover o destino, deixando que nós operadores sejamos responsáveis pelo conteúdo técnico das vendas, para quem vender, como vender...”, argumentou o diretor geral da Viagens & Cia, Thiago Cuencas, que vê a Austrália se tornar “refém” de mercados como o chinês e o estadunidense ao se ausentar dos emissores menores. “Acho que assim, de certa forma, conseguimos suprir a falta do Craig no Brasil”.

Para conferir a reportagem na íntegra, clique aqui e leia na edição on-line da revista PANROTAS.
 AVALIE A IMPORTÂNCIA DESTA NOTÍCIA