EES: Europa encerra flexibilização do controle de fronteiras e filas em aeroportos devem crescer
Entidades defendem que flexibilização seja prorrogada porque a estrutura ainda apresenta dificuldades

Chega ao fim, neste domingo (6), a flexibilização temporária do novo Sistema de Entradas e Saídas da Europa (EES), que tinha sido autorizado em fevereiro pela Comissão Europeia por conta da longas filas que foram criadas nos principais aeroportos da Europa desde outubro do ano passado.
O fim da flexibilização que foi criada em situações de maiores movimentações, portanto, chega ao fim. A medida tinha sido adotada durante o verão europeu para reduzir filas em aeroportos e outros pontos de fronteira, e mesmo assim muitos terminais sofreram com transtornos.
O fim da exceção preocupa o setor de Turismo. Isto porque aeroportos e postos de fronteira terão menos alternativas para aliviar a pressão quando áreas de controle ficarem sobrecarregadas. Entidades defendem que a flexibilização seja prorrogada porque a estrutura ainda apresenta dificuldades para lidar de maneira uniforme com o alto volume de passageiros.
O sistema registra dados de viajantes de fora da União Europeia, incluindo impressões digitais e imagem facial. Durante os meses de maior movimento, os países puderam interromper temporariamente essa coleta quando o volume de passageiros provocava filas consideradas excessivas.
Para o passageiro, a recomendação é considerar mais tempo para deslocamentos que envolvam controle de fronteira. Especialistas alertam que, nas próximas semanas, conexões muito apertadas podem se tornar particularmente arriscadas caso o viajante enfrente uma espera prolongada no controle migratório.
Um dos principais pontos de atenção é o tempo gasto no controle migratório. Segundo dados citados pela Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata), uma verificação de passaporte que anteriormente levava cerca de 20 a 25 segundos passou a durar cerca de 90 segundos com os novos procedimentos.

A preocupação também está relacionada à preparação da infraestrutura. Na França, autoridades ainda testam quiosques e tablets destinados a permitir que o passageiro faça parte do cadastro antes de chegar ao controle de fronteira. Entretanto, problemas técnicos têm atrasado a utilização desses equipamentos.
Eurostar e Eurotunnel também informaram que os equipamentos ainda estavam em fase de testes e aguardavam definições das autoridades francesas sobre a ativação da coleta biométrica. No caso do Porto de Dover, a atualização mais recente indicava que a tecnologia necessária ainda não havia sido instalada para os quiosques e que, para passageiros em carros, o processo continuava sendo feito manualmente.
A própria Comissão Europeia afirmou, em reunião realizada agora no dia 1º de setembro, que o EES havia funcionado "amplamente bem" durante o verão e que mantinha contato com países que seguiam em busca de ajustes em determinados pontos de fronteira. Segundo a Comissão, existe uma coordenação para que o sistema funcione de forma adequada em todos os locais.