Pedro Menezes   |   27/01/2026 18:08
Atualizada em 27/01/2026 18:14

Reforma tributária: mudanças impactam o Turismo e já exigem ajustes em 2026

Ano já exige mudanças práticas, especialmente na emissão de notas fiscais e na adaptação aos novos modelos


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Aprovada com a promessa de simplificar um dos sistemas mais complexos do mundo, a reforma já está ou já deveria estar no radar e na rotina de diversas empresas, incluindo as do Turismo
Aprovada com a promessa de simplificar um dos sistemas mais complexos do mundo, a reforma já está ou já deveria estar no radar e na rotina de diversas empresas, incluindo as do Turismo

A Reforma Tributária já deixou de ser futuro há muito tempo. Embora todo o processo só seja realmente finalizado no começo da década de 2030, tempo suficiente para adequação aos novos modelos tributários brasileiros, os ajustes dentro das empresas devem começar já neste ano.

Aprovada com a promessa de simplificar um dos sistemas mais complexos do mundo, a reforma já está ou já deveria estar no radar e na rotina de diversas empresas, incluindo as do Turismo. É o que diz Luiz Carlos Benner, professor, contador e especialista em tributação, em entrevista ao Portal PANROTAS.

Benner explicou em detalhes o que muda, quando muda e por que o setor precisa agir desde já. Segundo ele, a simplificação é real, mas vem acompanhada de um ponto que nem sempre é dito de forma direta: simplificar não significa pagar menos imposto, muito pelo contrário.

Alguns setores, entre eles o Turismo, devem sentir aumento de carga tributária ao longo da transição. “O impacto é inevitável e vai atingir toda a cadeia: agências de viagens, operadoras, hotelaria e serviços de transfer e deslocamento. No fim do dia, quem paga essa conta é o consumidor”, afirmou Luiz Carnos Benner.

Apesar das regras centrais entrarem em vigor a partir de 2027, o ano de 2026 já exige mudanças práticas, especialmente na emissão de notas fiscais e na adaptação aos novos modelos de tributação. Para Benner, esse é um erro comum: achar que ainda há tempo para se preocupar depois.

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Luiz Carlos Benner
Luiz Carlos Benner

“O profissional do Turismo precisa, agora, entender em que regime está, qual é sua estrutura e quem é seu cliente. O impacto não será igual para quem atende pessoa física e para quem atende empresas”, explicou o professor, contador e especialista em tributação.

Outro ponto que ganha destaque é a diferença entre quem pode ou não tomar crédito tributário, algo que pode influenciar preços, competitividade e decisões estratégicas das agências nos próximos anos.

Benner faz ainda um alerta importante: o período de transição será marcado por convivência de tributos antigos e novos, exigindo atenção redobrada, apoio contábil especializado e cuidado com informações desencontradas. “A reforma é uma linha do tempo. Antes de melhorar, tende a ficar mais confuso. Quem se organiza antes sofre menos depois", destacou o profissional.

Luiz Carlos Benner aprofunda os impactos da reforma tributária no Turismo, detalha números, explica cenários por tipo de empresa e aponta estratégias práticas para atravessar esse novo ciclo com mais segurança. Tudo isso, a gente vai ver na revista especial que circulará no Fórum PANROTAS 2026.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.