CVC Corp: Argentina preocupa mais do que o Brasil na retomada

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Buenos Aires
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O mercado argentino é uma das principais pedras no sapato da CVC Corp em busca de uma retomada ante a crise de covid-19. O volume de vendas das três empresas do grupo na Argentina está hoje em um patamar próximo ao que tinha o Brasil em junho. O enfrentamento à pandemia, a situação econômica, a retomada comercial e a flutuação cambial na Argentina também são agravantes e reforçam a preocupação do CEO da CVC Corp, Leonel Andrade.

"De fato, sou muito conservador e até um pouco pessimista em relação à recuperação na Argentina. Vemos lá uma economia cada vez com mais dificuldades e a impressão que temos é de que o governo não consegue desmontar claramente as questões internas, o que acarreta em restrição nas políticas de demissão, embora alguns acordos estejam evoluindo. Com esses elementos, não conseguimos fazer a reestruturação dos negócios neste mercado", afirmou Leonel Andrade, nesta tarde, a investidores, para falar dos resultados do 2T20.

Divulgação
Leonel Andrade
Leonel Andrade
As empresas de bandeira argentina sob domínio da CVC Corp são Ola Tours, Bibam Group e Almundo. Com exceção da última, que é um híbrido de OTAs com agências físicas, há sócios locais envolvidos, outro empecilho para reestruturação. O caminho da recuperação no mercado vizinho deverá ser mais longo do que o brasileiro, e não sem antes enxugar os negócios.

"Acredito que reduziremos o escopo da Argentina antes de pensar em crescer. O país está em situação diferente da do Brasil, que já entra em um roteiro muito mais forte, com hotéis se esgotando em capacidade, voos sendo retomados e filas de espera para o verão", afirma Leonel Andrade.

"Temos uma gestão extremamente conservadora na Argentina, com atenção redobrada por conta do câmbio, uma vez que lá a variação é enorme. Então iremos com margem bem conservadora. Quando começar a retomar, estaremos prontos, conservadores e nos focando em rentabilidade", concluiu o CEO, que mencionou a transferência de Fábio Mader para liderar os negócios na Argentina e a tecnologia do país já 100% integrada e operacional no Brasil, por meio de dados em nuvens.

As previsões de Andrade dão conta de que "a situação da Argentina só deve ficar clara no ano que vem, pois lá a pandemia está crescendo, mercado doméstico sem volume, voos começando a retomar. O que estamos vivendo na Argentina hoje do ponto de vista de volume é o que tínhamos no Brasil há quatro meses".
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