Diretor da Expedia Partners priorizará apoio a pequenos hotéis

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Nuno Sales da Ponte, novo diretor da Expedia Travel Partners Group no Brasil
Nuno Sales da Ponte, novo diretor da Expedia Travel Partners Group no Brasil
Após uma sondagem antiga entre Expedia e Nuno Sales da Ponte, o executivo português, que atuava com foco em Caribe, assume a diretoria do Expedia Travel Partners Group no Brasil. Em entrevista ao Portal PANROTAS, o novo dirigente assume nosso mercado em meio ao turbilhão da pandemia, e portanto chega com a prioridade de dar suporte aos hotéis e resorts nacionais que compõem o portfólio das empresas do grupo, que além da OTA homônima conta com o buscador Trivago, Hotéis.com e uma série de outras frentes do Turismo global.

Ainda trabalhando remotamente, devido ao fechamento das fronteiras brasileiras, Sales da Ponte garante que a prioridade inicial de seu trabalho será o fornecedor, o hoteleiro, com foco no pequeno e médio negócio, que hoje é o mais necessitado.

"Tenho feito contato com eles para ver os casos mais urgentes. Neste mês tivemos alguma situação um pouco mais urgentes do ponto de vista do nosso parceiro. O que peço para a equipe Expedia espalhada por vários pontos do País é manter uma aproximação profunda com esses parceiros", afirmou Sales da Ponte.

Segundo ele, o Expedia Group está determinado a auxiliar esses parceiros em três frentes. A primeira delas é restaurar a confiança dos clientes. "Aproximadamente 70% dos produtos disponíveis nos portais do grupo hoje são reembolsáveis. Antes da covid-19 não era assim, mas flexibilizamos as condições para ajudar os hotéis", explica.

O segundo aspecto é apoiar os destinos em si com divulgação, marketing e promoção. Analisar a situação de cada player conforme a reabertura vai sendo mais palpável. "As campanhas reunirão marcas de vários stakeholders, incluindo hotéis, atrativos, receptivos... Com isso traremos mais demanda aos destinos e os fornecedores serão impactados positivamente", afirma o novo diretor Brasil. No entanto, esta é ainda uma realidade distante do País, que figura em segundo no ranking global de casos de covid-19.

"Criamos um fundo de US$ 25 milhões para os destinos se promoverem por meio das plataformas Expedia, mas no Brasil ainda não temos uma situação clara das cidades para poder iniciar campanhas publicitárias ou ações de marketing", lamenta.

Outro aporte milionário que o Expedia Group fará na retomada é a cifra de US$ 250 milhões em programas desenhados para a recuperação. Esta quantia será parte dedicada ao setor de hospitalidade, que responde por 70% dos negócios do grupo. "Esse programa começa logo por uma redução da comissão do grupo. Estamos abrindo mão de uma parte do repasse para dar suporte ao setor. Os parceiros terão redução de 10% das reservas efetuadas durante três meses, seja qual for a data da estada", ilustra Nuno Sales da Ponte.

Além disso, para todas as reservas efetuadas na Expedia, mas pagas no hotel, o grupo ampliou o prazo de repasse do fornecedor para a OTA, de 30 para 90 dias.

Outra parcela dos US$ 250 milhões investidos vai para créditos em marketing. "Por exemplo, um hotel parceiro poderá utilizar 25% de seu faturamento com a Expedia para ativar uma maior visibilidade de sua propriedade dentro das nossas páginas", afirma o diretor.

Ele também comenta que os parceiros podem usar as ferramentas Expedia para análise de dados e outas tendências nesta retomada. É o caso da Market Insights, um painel dinâmico que aponta tendências sobre tráfego dos sites, datas de hospedagem e mercados de fonte de demanda. A ferramenta já funciona e é gratuita para todos os hoteleiros que utilizam a Central de Parceiros do grupo.

BRASIL AINDA DISTANTE
Nuno Sales da Ponte lamenta o fato de que o Brasil ainda não está em fase de recuperação da pandemia. As notícias em nosso mercado ainda precisam melhorar muito para que tais medidas sejam efetivas por aqui. "São novidades que preparamos no mundo todo, e o Brasil está nos planos, mas só poderemos falar concretamente quando o País tiver atingido o pico e sinais de recuperação fiquem mais evidentes", afirma.

CENÁRIO SEM COVID-19
O novo diretor diz que estava animado com a possibilidade de trabalhar no Brasil e, se chegasse ao País em um cenário "normal", isto é, com as condições pré-pandemia, seu foco seria em aproximação com os hotéis e resorts e principalmente tecnologia.

"O Brasil é conhecido por excelentes resorts. Em Portugal a fama da hotelaria brasileira é boa. Ainda falei com poucos hoteleiros do País, devido ao turbilhão em que vivemos, mas com os poucos que conversei o que senti foi muita força, muita vontade de reverter a situação. As procuras etão aumentando muito, embora as reservas estejam fracas", revela o executivo

Em relação à tecnologia, ele afirma que a prioridade de sua divisão na Expedia é fornecer recursos digitais gratuitamente para todos os parceiros. "São ferramentas que apoiam os hoteleiros em todos os níveis, como gestão de receita, controle de inventário e dados qualificados de usuários. Damos dados, visibilidade e procura", exemplifica.

PROGRAMA PARA AGENTES DE VIAGENS
Perguntado sobre uma possível suspensão do Expedia TAAP, programa de agentes de viagens afiliado do grupo, Nuno Sales da Ponte diz que embora o programa não faça parte de seu escopo de trabalho, ele diz que o projeto segue mais forte do que nunca.

"O TAAP e muito importante para o grupo, e será ainda mais na pandemia. Todo nosso portfólio está disponível para os agentes de viagens utilizarem. Incentivaremos esses parceiros a usarem nossos recursos cada vez mais."
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