Travel techs devem equilibrar perdas no setor de Turismo

|

O mercado de Turismo no Brasil foi um dos que mais sofreu com a pandemia de covid-19. No entanto, a aceleração dos hábitos digitais em consumidores de todos os segmentos e a criação de campanhas atraentes no setor evitaram que as perdas das empresas fossem ainda maiores.

Divulgação
Travel techs devem equilibrar perdas ocasionadas pela pandemia no setor de Turismo
Travel techs devem equilibrar perdas ocasionadas pela pandemia no setor de Turismo


As travel techs (empresas de tecnologia e Turismo), por exemplo, tiveram um bom desempenho no ano passado e devem ter uma atuação forte também em 2021, ajudando consideravelmente a puxar os números do mercado novamente para cima.

Neste cenário, veja as 12 travel techs e mobility techs que tiveram destaque em 2020 e devem incrementar ainda mais a performance em 2021:

HURB
Foi uma das poucas empresas do setor que aceleraram em 2020. Chegaram a ofertar pacotes para Nova York e Tóquio, com passagem aérea de ida e volta e hospedagem por menos de R$ 3 mil reais. A meta da companhia é se tornar uma empresa global e, para isso, investe em tecnologia, big data e algoritmos de inteligência artificial.

MAX MILHAS
Embora tenha perdido a liderança do setor para 123Milhas, a empresa mineira deve recuperar forte em 2021. A companhia já anunciou que vai atacar outros segmentos, como venda de pacotes e hotéis, prometendo ser uma das principais OTAs em 2021, já que conta com tecnologia de ponta e uma base de usuários extensa.

123 MILHAS
A empresa saiu na frente na corrida contra a MaxMilhas, em 2020 colocou hotel, pacotes de viagens, seguros e carro na plataforma, virando uma OTA completa. A grande novidade é o lançamento da loja física, a 123Milhas em modelo de franquia, o que deve escalar o seu crescimento em 2021.

INSTAVIAGEM

A proposta é oferecer viagens personalizadas por meio de um modelo híbrido que mistura tecnologia e especialistas. Com isso, a empresa captou ano passado um investimento da gestora de venture capital DOMO Invest. A startup ainda tem uma opção em que o cliente cria um “destino surpresa”, com algumas variáveis, como tempo de viagem, destino (nacional ou internacional), tipo de hospedagem (resort, albergue, hotel etc.) e modal (ônibus, carro ou aéreo), fornecidas pelo usuário.

ZARPO
Com sete milhões de clientes, a empresa tem uma proposta nichada, com forte curadoria de hotéis. Para ter acesso a qualquer preço é preciso estar logado, o que confere uma vantagem interessante à plataforma, pois assim ela consegue burlar as regras de paridade exigidas pelos hotéis, a partir do momento que oferece preço exclusivo para os “membros”. Além disso, ao focar em menos conteúdo que as outras OTAs, ela pode ter um poder de barganha maior, que é revertido em mais descontos. No mês de novembro de 2020, a Zarpo registrou vendas recordes, se beneficiando do comportamento dos novos viajantes em época de pandemia, que com as fronteiras internacionais fechadas optam por viagens mais curtas.

ONFLY
A startup vem crescendo e em 2020 faturou R$ 8 milhões com a sua proposta de realizar a gestão de viagens no Brasil, focando em clientes corporativos. Além disso, captou o investimento do Grupo Cedro Capital no início de 2021. A empresa busca democratizar uma tecnologia que antes era exclusiva para poucas empresas, permitindo reservas de viagens, ao fluxo de reembolso de despesas, digitalizando toda jornada do viajante, eliminando trocas de e-mails e papéis, entregando gestão e dados para o travel manager tomar decisões e garantindo segurança aos acionistas das empresas, com redução de fraudes e transparência.

BANK3
A Bank3 é uma fintech focada em travel, com solução de cartão de crédito virtual (VCN), que ainda dá cashback. Trata-se de uma convergência entre serviços financeiros e serviços turísticos.

LET’S BOOK/PMWEB
A Pmweb com a solução Let’s book oferece tecnologia para os hotéis dependerem menos dos intermediários e OTAs. Trata-se de uma ferramenta de reserva para os hotéis e uma solução de CRM para ajudá-los a se relacionar com clientes depois do checkout e, assim, aumentarem a recorrência dos hóspedes.

ASKSUITE
A empresa criou um chatbot para ser inserido no site dos hotéis, onde o usuário consegue fazer uma cotação e reserva de quarto em alguns segundos diretamente pelo chat. Além de permitir que o hotel aumente a conversão dos visitantes em hóspedes, elimina boa parte da necessidade da área de “vendas” dos hotéis.

VOA HOTÉIS
A proposta da startup é entregar uma marca para os hotéis independentes, com um modelo padronizado de gestão e uma gama de softwares sem custo para que o pequeno hotel consiga ter mais hóspedes e maior rentabilidade. No Brasil, a hotelaria independente representa 87,9% do mercado, portanto, um terreno fértil para modelos como o da Voa Hotéis.

FLAPPER
Sediada em Belo Horizonte (MG), mas com escritórios em várias cidades da América Latina, a startup tem a proposta de transformar a mobilidade aérea com uma solução “boutique” e com um preço mais acessível. Em 2020, a empresa captou R$ 2,5 milhões com equity crowdfunding para acelerar seu crescimento nos próximos cinco anos.

FLY ADAM
Lançada no começo de 2020, a empresa possui uma plataforma de mobilidade aérea que permite o fretamento de uma aeronave em qualquer lugar do Brasil e do exterior a partir do próprio celular ou computador, sem ter que fazer cotações em empresas diferentes.
 AVALIE A IMPORTÂNCIA DESTA NOTÍCIA