AVIAÇÃO

Air France-KLM relança programa de fidelidade; veja o que muda


Raphael Silva
Pouchol destacou a transparência e simplicidade do renovado Flying Blue
Pouchol destacou a transparência e simplicidade do renovado Flying Blue
Mais claro, mais simples e mais flexível. Foi baseada nesses três pilares que a Air France-KLM lançou seu renovado programa de fidelidade. O novo Flying Blue mira a transparência para conquistar cada vez mais adeptos pelo mundo, e no Brasil não é diferente. A inclusão de uma versão totalmente em português para os brasileiros é sinal de que a aérea olha com bons olhos para o nosso mercado, mas as novidades não param por aí.

Criado em 2005, com a fusão da francesa Air France com a holandesa KLM, o programa passou por uma reformulação para esse novo lançamento. A principal mudança é o modelo de acúmulo de milhas, que agora depende de uma simples conta: valor (em euros) gasto no bilhete, incluindo produtos auxiliares, multiplicado pela variável de cada categoria. Na Explorer, categoria inicial, por exemplo, o multiplicador é x4.

Como exemplo de uma operação de acúmulo, podemos usar um cliente da categoria Explorer que gasta € 500 na passagem e adquire um serviço de bagagem extra por € 100. Ele acumulará 2,4 mil milhas. 600 (valor gasto em euros) x 4 (multiplicador da categoria) = 2,4 mil.

"Queremos oferecer reconhecimento aos nossos clientes frequentes. É um programa estratégico para unir os interesses e atrair os passageiros que viajam bastante a negócios, mas também os do lazer", afirmou o diretor comercial da Air France no Brasil, Jean-Marc Pouchol.

A flexibilidade de completar até 25% das milhagens com dinheiro – opção Miles & Cash – também já está disponível, assim como a compra de upgrade e produtos auxiliares com milhas. O acúmulo de milhas acontece em todos os voos comercializados ou operados por Air France e KLM, mas também pelas low-costs Joon ou Hop.

CATEGORIAS

Cada categoria conta com um multiplicador, mas depende do acúmulo de XP (Pontos de Experiência, em português). A inicial, Explorer, não necessita nenhum XP, sendo preciso apenas um cadastro no Flying Blue. Já na Silver (+ de 100 XP), o multiplicador é x6. O programa ainda conta com clientes Gold e Platinum.

Para subir de categoria, é preciso um acúmulo de XP. Um membro Explorer precisa ter de 100 XP em um período de 12 meses para se tornar Silver. Gold necessita de 180 e Platinum, 300. Veja detalhes na tabela abaixo


Explorer
Silver
Gold
Platinum
Multiplicador de Milhas
x4
x6
x7
x8
XP necessário
0
100
180
300

Em todos os voos, o acumulo de XP depende da classe da cabine. Para voos partindo ou com rumo ao Brasil, por exemplo, a classe econômica soma 12 pontos. Já na Economy Premium, são 24, na Business, 36, e na Primeira Classe, 60. Rotas domésticas e de médio alcance têm pontuações diferentes.
Raphael Silva
Parceria com a Gol e o Smiles são trunfo do Flying Blue no Brasil, segundo Pouchol
Parceria com a Gol e o Smiles são trunfo do Flying Blue no Brasil, segundo Pouchol

PARCERIAS

O novo Flying Blue mantém a conexão íntima que a Air France tem com a Gol. As milhas do programa são acumuladas em voos operados pela companhia brasileira, nacionais ou internacionais, que sejam comercializados como Air France, KLM ou Joon. O cliente ainda pode gastar sua milhagem em voos da Gol, assim como transferir pontos adquiridos pelo Smiles, programa de fidelidade da aérea brasileira.

O grande gargalo do programa para os brasileiros ainda é a transferência de pontos do cartão de crédito. O valor transferido tem um corte de 50%, o que pode tornar os resgates mais caros. "É algo que ainda estamos melhorando. Assim como a Livelo – operadora de cartão de crédito parceira do Flying Blue e única que não decresce metade dos pontos –, estamos buscando novos parceiros para facilitar esse processo", concluiu Pouchol.
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