Abracorp debate retomada com companhias aéreas americanas

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A Abracorp realizou na manhã de hoje (24) a 7ª edição do Fórum Abracorp e focou na recuperação que já está acontecendo no mercado norte-americano, que está com um forte avanço na vacinação de sua população e reabertura da economia. Por ter uma ligação de negócios muito forte com o Brasil, a retomada por lá é importante para o País.

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Gervasio Tanabe, da Abracorp, Alexandre Cavalcanti, da American Airlines, Jacqueline Conrado, da United Airlines, e Rodrigo Sienra, da Delta Air Lines
Gervasio Tanabe, da Abracorp, Alexandre Cavalcanti, da American Airlines, Jacqueline Conrado, da United Airlines, e Rodrigo Sienra, da Delta Air Lines
“Acredito fortemente que vamos ter uma retomada. Não podemos abrir mão dos protocolos sanitários e de todas as medidas, mas vamos nos recuperar. Dados da Iata mostram que os países já estão em processo de reabertura de fronteiras, por isso é muito importante que agentes de viagens e TMCs estejam atentos a todas as exigências necessárias. É fundamental estarmos antenados com essas informações, isso motivará as pessoas a viajarem”, pontua o presidente executivo da entidade, Gervasio Tanabe.

Para debater o assunto, o encontro híbrido contou com a presença de executivos para o Brasil de companhias aéreas norte-americanas, que deram suas percepções sobre a recuperação das viagens corporativas e como cada empresa está atuando diante do momento de pandemia de covid-19, oferta e demanda, entre outros assuntos.

“O Brasil é um mercado muito particular quando comparamos a outros. Acho que o País tem um poder de retomada muito rápido, a perspectiva da United é muito positiva, mas esperamos uma recuperação desigual. Diante disso, a vacinação e flexibilidade e segurança da nossa parte são pontos essenciais”, diz a diretora da United Airlines no Brasil, Jacqueline Conrado.

Ainda sem previsão de reabertura das fronteiras para os Estados Unidos, a perspectiva para as viagens corporativas, pelo menos, é mais otimista do que seis meses atrás. Quando a crise estourou, pensou-se que o digital substituiria tudo. Hoje, vive-se outro momento em que as pessoas querem se encontrar. Nos Estados Unidos, por exemplo, as TMCs, que estavam bastante conservadoras, agora estão mais otimistas. Nas empresas, 80% das pessoas vacinadas já se sentem prontas para viajar.

“Outro ponto muito importante a ser explorado também é em relação às rotas. Existem mudanças interessantes acontecendo nos EUA de empresas mudando suas sedes. Isso talvez crie um equilíbrio diferente em relação a lazer e corporativo. Também virão oportunidades com essas alterações, tanto para explorar rotas e destinos novos, quanto para criar programas corporativos para rotas que eram conhecidas como a lazer”, conta o country manager da American Airlines, Alexandre Cavalcanti.

RELAÇÃO COM AS TMCS
Algo que mudou – para melhor – com a pandemia foi a relação das companhias aéreas com as agências de viagens corporativas. O relacionamento entre os elos da cadeia se fortificou, se tornou mais rico, ainda mais fundamental e mais estreito por conta da interdependência. Com as informações mudando constantemente, dia a dia, é essencial ter parceiros que saibam passar dados confiáveis ao cliente final.

“Nossa relação com as TMCs se tornou ainda mais forte. Qualquer passageiro que tinha um bilhete ou viajou quando estourou a pandemia viu o valor do seu agente de viagens, do suporte. Investimos muito na relação, principalmente com as agências corporativas, pois são players fundamentais na nossa indústria. A pandemia só reforçou os laços e cuidados em relação às TMCs. Seria impossível ter atravessado sem esses parceiros”, afirma o gerente geral da Delta no Brasil, Rodrigo Sienra.

PASSAPORTE DE VACINA
A adoção de um passaporte de vacina padronizado é muito discutida. Ainda não se chegou a um acordo ou a um documento global. Não só os EUA, mas todos outros países têm adotado estratégias diferentes em termos de como abordar esse desafio e reabrir as fronteiras. A tendência em geral é a exigência da vacinação ou de um teste negativo antes do embarque. Mas ainda não está muito claro o caminho que as indústrias seguirão.

“É um tema muito polémico, o governo norte-americano ainda não tomou uma decisão. Hoje, o que se pede é a apresentação de um teste com resultado negativo para a covid-19. E acredito que, assim como as políticas de viagens, o CDC fará mudanças constantes nas exigências, conforme o avanço e retorno das atividades nos EUA”, sugere Cavalcanti.

Apesar de quase um ano e meio depois, o mundo continua aprendendo a lidar com a covid-19. Com mudanças constantes, as empresas e setores precisam aprender a se adaptar. E aí entra o papel fundamental da agência: é ela que vai dar toda a consultoria e orientar em meio às alterações dinâmicas ao redor do mundo.

PRECIFICAÇÃO
Muito se fala também da questão da precificação da tarifa. Agora, com pouca demanda, os preços das passagens aéreas estão baixos. No entanto, como será quando a grande massa de viagens retornar? Qual a estratégia dessas companhias aéreas neste sentido?

“Na American planejamos uma retomada gradativa que tem relação com a demanda atual. Se existir uma reabertura imediata das fronteiras, o que não é esperado, faríamos um controle por inventário e isso causaria um aumento de tarifa. Mas se tudo acontecer como o planejado, será acompanhado de forma sutil, com um impacto não tão visível para o cliente final”, afirma o country manager.

Segundo Jacqueline, o preço da United também dependerá da oferta e demanda que há no momento. “O valor das passagens está partindo de um valor bem baixo, as tarifas nunca foram tão em conta. Tudo dependerá da oferta e demanda que tivermos, de forma gradual e do mercado reagindo.”

“É o ambiente de oferta. A dinâmica de preço é imprevisível, mas ela respeita uma estrutura de custo. Obviamente estamos em um momento totalmente atípico, então não sabemos muito como será”, finaliza o gerente da Delta.

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