GESTÃO DE VIAGENS

Gestor fala sobre o desafio de adaptar políticas de viagens aos millennials


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Millennials trazem novos desafios aos gestores de viagens
Millennials trazem novos desafios aos gestores de viagens
Eles querem tudo e querem para já. Questionadores, os millennials trazem aos gestores de viagens o desafio de tornar suas políticas mais flexíveis e abertas a sugestões.

Ao considerar que 75% da força de trabalho será composta por membros dessa geração até 2025 e que, das três gerações que atuam no mercado de trabalho, eles serão os que mais farão viagens corporativas (segundo relatório da MMGY Global), é preciso ir se preparando desde já.

Por causa de seus traços únicos, os millennials também têm desejos específicos quando se trata de viagens corporativas. E embora possa parecer mais fácil manter o status quo e ignorar seus pedidos, isso poderá fazer com que a empresa perca esses funcionários por não atender às suas necessidades.

A boa notícia é que, com mudanças sutis, as empresas conseguem incluir as demandas dos millennials em suas políticas sem deixarem a identidade da corporação de lado.

“O mercado precisa mudar completamente, mas não digo tanto o lado dos fornecedores. Acredito que as empresas precisam mudar antes, para que então os fornecedores as acompanhem. As corporações ainda são muito tradicionais nos modelos de gestão de viagens e muitas apresentam ainda politicas engessadas, antigas, o que torna mais difícil de atender ao perfil da geração millennial”, comenta o gestor de viagens da Philips na América Latina, Fernão Loureiro.

Ele conta que sempre procura levar aos decisores de viagens globais de sua empresa as necessidades dos millennials da América Latina e que isso já mostrou resultados, por meio da flexibilização de alguns pontos nas políticas de viagens. A postura do gestor também conta muito neste momento, segundo Loureiro.

Karina Cedeño
O gestor de viagens da Philips na América Latina, Fernão Loureiro
O gestor de viagens da Philips na América Latina, Fernão Loureiro
“Quando interajo com os viajantes millennials procuro ser rápido nas respostas, flexível e não ter uma postura defensiva, porque eles nos desafiam, trazem ideias, questionam se sabemos de uma novidade, e esta última pode nem sempre estar relacionada a tecnologias de aéreo, hotel e locação de carro, mas sim a um novo aplicativo de carona compartilhada, restaurante ou informações sobre o destino porque querem praticar o bleisure. É preciso entender que os viajantes dessa geração querem viver a experiência daquele local e não estão só de passagem”, complementa.

Flexibilizar as políticas de viagens pode ser um fator determinante para manter os viajantes engajados. Ao verem que suas necessidades estão sendo valorizadas, eles se sentem mais motivados a cumprir as normas estabelecidas.

Resta agora às empresas e aos gestores a consciência de que é necessária a abertura ao diálogo com as novas gerações, que muitas vezes só têm a contribuir com o crescimento das empresas.


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