Estagnação do corporativo nos EUA gera pessimismo em aéreas

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Divulgação Abracorp
As viagens corporativas nos Estados Unidos andam em ritmo lento, e isso vem desanimando muitos players do setor. E o pessimismo pode ser observado na análise dos fatores como o balanço da Global Business Travel Association (GBTA) e declarações de companhias aéreas, como mostra um levantamento do portal norte-americano Skift.

A GBTA anunciou recentemente uma projeção de crescimento global de 5,2% no mercado corporativo em 2016. Mas quando considera apenas os Estados Unidos, a estimativa cai para menos de 1%.

Reforça o cenário pessimista a resignação de companhias aéreas como United e Delta, que anunciaram redução de capacidade e perda de vendas, em parte por causa das viagens a negócios. No caso da United, houve queda de 3% nas reservas corporativas no segundo trimestre do ano, segundo o CRO da companhia, James Compton.

“Os ajustes de capacidade que fizemos para o restante do ano estão tanto em rotas domésticas quanto internacionais, e vamos continuar fazendo isso até que enxerguemos um avanço na demanda”, disse.

EUROPA CHAMA EXPANSÃO
Por outro lado, o mercado europeu vem motivando ações, ou ao menos pensamentos expansionistas de outras empresas. O CEO da Jet Blue, Robin Hayes, revelou recentemente que a companhia estuda iniciar voos para a Europa, em parte para expandir o alcance de seus viajantes corporativos.

“Sem dúvidas é relevante para quem viaja a negócios ter a seu alcance outros grandes mercados no mundo [além dos Estados Unidos], e obviamente algumas cidades europeias estão incluídas nisso”, comentou o executivo da low cost americana.

Já a American Airlines vê possibilidades de ganhos imediatos no continente até mesmo com o Brexit, que ameaça a estabilidade econômica da região. Segundo o presidente da aérea, Scott Kirby, as viagens a curto prazo deverão crescer conforme banqueiros, advogados, consultores e outros públicos fazem negociações envolvendo o movimento político e “tentam descobrir o que vão fazer sobre isso”. "O problema é que a médio prazo isso pode abalar a confiança dos negociadores. E isso não é algo que afeta somente o Reino Unido ou a União Europeia, mas gera um impacto geral", avaliou.
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