GBTA traça cenário de aéreo, hotelaria, terrestre e Mice para 2017

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Hans Splinter/Flickr

Um estudo feito pela GBTA com a Carlson Wagonlit Travel traz previsões para os preços referentes à indústria de viagens global em 2017. O terceiro report anual da associação faz projeções de preços para segmentos como aéreo, hotelaria, transporte terrestre e Mice tanto por região quanto por país. De acordo com o diretor para Américas da consultoria CWT Solutions Group, Yon Abad, os dados dão aos travel managers um horizonte para para planejar orçamento de, por exemplo, gastos com viagens corporativas.

Do outro lado, dos fornecedores, o material dá suporte à precificação. "Mas os preços serão determinados pelo contexto geopolítico. E esperamos que a situação fique estável", disse o executivo.

O estudo identificou seis pontos a se considerar em 2017 quanto a possíveis impactos tanto sobre os preços da indústria de turismo quanto sobre a economia mundial como um todo. São eles: atual desempenho dos mercados emergentes, turbulência do mercado financeiro, situação política em mercados estratégicos, a desconfiança em relação à saída da Grã-Bretanha da União Europeia, preços do petróleo e taxa de juros potencialmente flutuantes dos Estados Unidos.

Confira as previsões para quatro segmentos da indústria de Turismo considerando-se a conjuntura político-econômica de 30 países e um crescimento mundial de 3,2%, conforme projeta o último relatório do FMI (Fundo Monetário Internacional) que espera preços baixos das commodities e inflação baixa na média entre as economias avançadas e os países emergentes.

AÉREO


Da Expedia


Os preços nas aéreas deve aumentar ligeiramente, cerca de 2,5%, em 2017, enquanto as tarifas devem ficar abaixo dos níveis de 2015 em determinados mercados, muito por conta dos preços do petróleo. "Os preços do petróleo, um fator-chave nos custos das linhas aéreas e tarifas dos viajantes, deve favorecer quem compra viagens corporativas ao longo de 2017, dada a recente e persistente baixa dos preços".

As taxas referentes a serviços, como bagagem adicional e serviços de bordo à parte, que subiram quase 8% na receita aérea mundial de 2014 para 2015, terão impacto crescente em 2017. "Enquanto os viajantes pagam pelo assento de preferência, trechos adicionais e outros serviços podem aumentar a lucratividade dos fornecedores, em particular nos mercados em que as taxas permanecem estáveis ou em queda. Em 2017, mais agências de viagens corporativas buscarão oportunidades para alavancar barganhando nessas taxas. Fazer isso pode atenuar os aumentos de custos previstos em determinados mercados".

Em relação à América Latina, a expectativa é de melhora para o ano que vem. Contudo, no Brasil - onde a maior parte das empresas aéreas cancelaram ou reduziram voos domésticos e internacionais -, a queda dos preços no aéreo deve ser de 7,1%, em comparação com 2016, muito por conta da desvalorização do real frente ao dólar.

O relatório observa que se o governo brasileiro aumentar o limite de participação de empresas internacionais em linhas aéreas locais, as aéreas nacionais ampliariam sua capacidade se antecipariam à volta da demanda com preços competitivos.

HOTELARIA


Ken Lund/Flickr

Grandes fusões devem tomar as manchetes, mas seus efeitos não devem ser sentidos até pelo menos 2018. Apesar da alta da economia compartilhada, os hotéis tradicionais continuam como opção aos viajantes a negócios dada suas ofertas de serviços, como lavanderia, serviço de quarto e segurança.


Na América Latina, apesar do aumento na capacidade em diversos países como México, Chile e Peru nos últimos anos, a expectativa é de baixos níveis por conta da situação econômica. Países como Brasil e Argentina chegam a ter inflação acima dos dois dígitos, observa o estudo. "O mundo está de olho no Brasil por conta dos Jogos Olímpicos. Com um incremento de 25% nos quartos de hotéis no Rio de Janeiro nos últimos cinco anos, muitos deles já operam tanto para viagens corporativas quanto a lazer. Dada a atual recessão do País e a desvalorização da moeda, dos escândalos políticos e preocupações em relação ao vírus Zika, a grande pergunta é se a indústria hoteleira brasileira vai voltar a cair depois dos jogos e ter um grande excesso de oferta."

TERRESTRE


Atomic Taco/Flick

Um clima altamente competitivo deve ditar os preços no setor de transporte terrestre mundial. No longo prazo, os custos por unidade de frotas,
resíduos nos mercados de usados e a influência dos fundo de hedge nas empresas públicas podem influenciar os preços para cima.

A tecnologia continua a disseminar os serviços de transporte com os aplicativos Uber e Lyft. Ao mesmo tempo, locadoras, táxis e empresas de carona remunerada devem ter melhoras com os avanços na regulamentação dos apps em diversos mercados.

Na América Latina, com mais de uma dúzia de locadoras de automóveis em diversas regiões aeroportuárias, incluindo empresas de carona remunerada, as fusões podem acontecer. "Contudo, dada a volatilidade da economia, lucratividade limitada e diversas variáveis, os mercados devem permanecer bem fragmentados. México e Brasil são os maiores e devem ficar estáveis em 2017."

MICE


Do micesardegna.com

A previsão é de aumento moderado no custo por participante por dia para reuniões e eventos na América do Norte e Ásia. Na Europa, a previsão é de que o ritmo atual seja mantido, enquanto que na América Latina pode haver uma queda de até 10%. O tamanho dos grupos pode variar de 3-6%, para cima, na América do Norte, na Europa e na Ásia - quanto se mantém estável na América Latina.

Na América Latina, a maior parte das companhias tenta reduzir o custo de reuniões, promovendo encontros localmente no sentido de economizar e/ou incluir mais pessoas. "No Brasil, a Copa do Mundo de Futebol e os jogos Olímpicos criaram uma infraestrutura sólida que inclui hotéis novos que darão mais oferta e espaço para preços mais baixos depois deste dois eventos."
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