Mercado de viagens corporativas deve crescer 5% até 2020

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Nick Harris/Flickr

É difícil fazer qualquer previsão referente a viagens corporativas diante de um cenário mundial com incertezas que vão desde a economia das grandes economias a pandemias e períodos de turbulência na política de vários países. Ainda assim, com base em seu estudo Global BTI Outlook – Annual Global Report and Forecast divulgado no começo deste ano, a GBTA faz suas previsões para os próximos cinco anos ao mercado de viagens a negócios.

Por meio de um avanço lento, porém firme, o mercado terá crescimentos similares aos vistos nos últimos anos, conforme acredita a entidade. Os gastos com viagens corporativas, que chegou a US$ 1,2 trilhão em 2015 - um avanço de 5% sobre 2014 - deve atingir US$ 1,3 trilhão até o final deste ano. Até 2020, o incremento ano a ano deve ficar na faixa dos 5,8%. Na virada para a próxima década, 2020, o montante deve ficar em torno dos US$ 1,6 trilhão, segundo o estudo que leva em conta a capacidade de recuperação desta indústria.

"As viagens corporativas têm mostrado grande resiliência à medida que se mantêm com um progresso vagaroso, porém firme, mesmo com toda a incerteza mundial, com ataques terroristas, pandemias e vários outros obstáculos. Empresas do mundo todo claramente entendem que o mercado de viagens corporativas chegou a fundo do poço", observa o diretor-executivo e COO da GBTA, Michael W. McCormick.

A GBTA frisa que é prevista uma melhora no cenário econômico mundial a partir de meados deste ano, uma vez que a aversão ao risco na tomada de decisões tem diminuído no mercado financeiro. Além disso, políticas monetárias, medidas de alívio tributário, e aumento nos indicatores de consumo vistos paralelamente ao desempenho melhor da China também têm diminuído a ansiedade do mercado global, além de terem e reforçado o modelo de crescimento lento e sustentado que o mercado mundial de viagens corporativas tem visto.

A entidade reforça que os entraves que têm mitigado a economia global no primeiro semestre do ano passado ainda aparecem - assim como a ansiedade em relação à "nova normalidade" quanto às baixas taxas de juros e menor quantidade de empregos criados, que têm caracterizado a recuperação.

Adicionalmente, as dívidas tanto públicas quanto privadas ainda são altas, o comércio ainda é fraco e o cenário geopolítico continua desafiador, acredita a GBTA. "A desigualdade de renda ainda mina o progresso dos padrões de vida e poder de consumo".

Além disso, o ritmo do mercado de trabalho e outras reformas diminuiu. Por isso, o esforço da economia mundial deve continuar dependendo dos mercados financeiros, que agora estão mais integrados para lidar com a grande variância dos fatores de risco que podem acarretar um avanço ainda mais moroso.

Portanto, para a GBTA, a previsão é de tendência de crescimento lento e sustentado predominando na economia mundial e o mercado de viagens corporativas especificamente. "Como na maioria das vezes, o mercado global de viagens a trabalho deve ser um guia para muitas economias e terá níveis de crescimento mais elevados que a economia como um todo".
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