Tendências no setor de viagens e eventos vão além da tecnologia

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Filip Calixto
Reginaldo Albuquerque, da Globalis, Alex Leite, da Live University, Rogério Miranda, da Inteegra Tec, Raquel Pittella, da Arcelor Mittal Brasil, Roberta Nonis, da Evento Único, Fernão Loureiro, da Loureiro Consultores, e Adriana Marques, da Globalis
Reginaldo Albuquerque, da Globalis, Alex Leite, da Live University, Rogério Miranda, da Inteegra Tec, Raquel Pittella, da Arcelor Mittal Brasil, Roberta Nonis, da Evento Único, Fernão Loureiro, da Loureiro Consultores, e Adriana Marques, da Globalis
A tecnologia é um dos pontos centrais quando a discussão envolve tendências de mercado, mas este não é o único fator determinante. De acordo com especialistas, outros fatores importantes são a gestão de custos, banco de dados e preocupação com o bem-estar dos clientes. O assunto foi o tema central do evento promovido pela Globalis no Paris 6 Burlesque, em São Paulo.

“Ao pensar sobre tendências, a primeira coisa que surge em mente é a tecnologia, mas o grande destaque do momento é a implementação da gestão estratégica dos recursos envolvidos no setor de viagens e eventos. Os segmentos que não utilizavam a ferramenta de eventos na geração de negócios, por exemplo, hoje estão utilizando. Isso faz com que a gestão seja uma tendência pela sua necessidade”, comenta a CEO da consultoria Evento Único, Roberta Nonis.

“Nas empresas que têm áreas de eventos, o dono da verba costumava ser o marketing, que sempre quem mandava no que seria gasto. Hoje isso não acontece mais. É claro que a verba disponível deve ser utilizada, mas de maneira bem gasta.”

Ainda sobre essa consciência na hora de gastar, a chief procurement officer da Arcelor Mittal Brasil, Raquel Pittella, argumenta sobre o que poderia melhorar neste processo. “Temos o desafio de desenvolver no mercado a análise de custos e prazos. A área de marketing mesmo sendo inventiva, precisa ter mais antecedência e oferecer mais opções e provedores de serviços.”

IMPORTÂNCIA DOS DADOS
Sobre as mudanças no cenário das viagens corporativas e eventos, o CEO da Inteegra Tec, Rogério Miranda, alertou para a necessidade de se reunir mais informações. “Um ponto fundamental é a ciência de dados. A partir do momento que estruturamos uma base de informações antes, durante e depois da jornada, esses dados são extremamente relevantes para analisar vários aspectos. Dessa maneira, as tomadas de decisão são muito mais assertivas e a experiência dos participantes torna-se algo bastante satisfatório. O desafio é levar as informações de forma estratégica.”

Além dos detalhes de gestão e dados, outro fator essencial para uma boa experiência do cliente corporativo é o bem-estar, segundo Fernão Loureiro que, após anos como gestor de viagens para América Latina da Philips, criou a sua própria empresa, a Loureiro Consultores. “Temos que nos preocupar com o estresse e bem-estar do viajante, além da costumer experience. As grandes empresas têm essa jornada mapeada, mas as pequenas e médias nem tanto porque o foco maior costuma ser o aumento das vendas.”

Loureiro ainda sugere que o cenário do mercado brasileiro será melhor em 2020. “No próximo ano haverá aquecimento econômico no País, então o gestor tem que descentralizar as funções e prever a jornada do viajante, algo que muitas vezes não é previsível."
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