Filip Calixto   |   13/05/2026 17:14

Entre IA e relações humanas, BCD coloca procurement no centro da estratégia corporativa

Workshop discutiu IA, liderança e o novo papel estratégico das áreas de Compras nas empresas

PANROTAS / Emerson Souza
Paul Barry e Marcos Marques, da BCD Travel Brasil, ao lado de Rodrigo Dutra, head de Compras Latam da Galderma, e Caio Hernandez, sócio e CEO do Grupo Ikaria, ambos falaram aos parceiros da BCD no evento de hoje
Paul Barry e Marcos Marques, da BCD Travel Brasil, ao lado de Rodrigo Dutra, head de Compras Latam da Galderma, e Caio Hernandez, sócio e CEO do Grupo Ikaria, ambos falaram aos parceiros da BCD no evento de hoje

Em um momento em que inteligência artificial, automação e análise de dados ganham espaço acelerado nas empresas, a principal provocação lançada durante o Procurement Workshop, promovido pela BCD Travel Brasil nesta quarta-feira (13), foi justamente sobre o fator humano. A ideia de que o executivo do futuro precisará desenvolver capacidade de conexão, repertório e visão estratégica permeou o debate principal do encontro.

Com o tema "Procurement no Centro das Decisões: o caminho para o executivo do futuro", o evento reuniu clientes e prospects da companhia para discutir a transformação estratégica das áreas de Compras, especialmente no contexto das viagens corporativas. O encontro também abordou liderança, inovação, inteligência artificial e o crescimento da influência do procurement nas decisões de negócios.

Segundo o diretor comercial da BCD, Marcos Marques, a proposta do workshop foi justamente ampliar a visão sobre o papel do comprador corporativo dentro das organizações.

"Nesse ano, a intenção foi falar da importância estratégica do comprador e do processo de liderança nas decisões dentro das empresas", afirmou Marques.

PANROTAS / Emerson Souza
Marcos Marques, diretor comercial da BCD
Marcos Marques, diretor comercial da BCD

Compras deixa de ser área operacional e ganha espaço no board

A transformação do procurement de uma função operacional para uma área estratégica esteve no centro das discussões. Para o head de Compras Latam da Galderma, Rodrigo Dutra, e um dos facilitadores do tema no evento de hoje, esse movimento já é consolidado em muitas companhias.

"A área de Compras ainda é vista por muitos como operacional, mas hoje já ocupa cadeira no board das organizações", destacou.

Ao lado de Caio Hernandez, sócio e CEO do Grupo Ikaria e também facilitador no encontro, Dutra apresentou cases práticos e experiências aplicadas dentro das empresas para mostrar como metodologias, inovação e desenvolvimento humano vêm transformando o setor.

O avanço da IA e o valor das conexões

Embora a inteligência artificial tenha sido um dos temas mais presentes do workshop, os palestrantes reforçaram que o avanço tecnológico não elimina a necessidade de relações humanas, repertório e capacidade de conexão.

PANROTAS / Emerson Souza
Caio Hernandez e Rodrigo Dutra no palco conversando com os convidados da BCD
Caio Hernandez e Rodrigo Dutra no palco conversando com os convidados da BCD

Hernandez citou tendências observadas durante o SXSW, festival de inovação realizado nos Estados Unidos, para defender que o diferencial competitivo dos executivos estará cada vez mais ligado às habilidades humanas.

"Como a gente se diferencia da inteligência artificial? É por meio da conexão. Quando as pessoas trocam experiências e criam juntas, surgem ideias que a IA não consegue reproduzir"

Caio Hernandez

A discussão também dialoga com a estratégia da própria BCD Travel. De acordo com Marques, a empresa mantém investimentos constantes em tecnologia, mas sem perder o foco no atendimento humano.

"A BCD investe fortemente em tecnologia há muitos anos, mas sempre conectando isso ao fator humano. A ideia aqui e na empresa é justamente desmistificar a visão de que a inteligência artificial vai substituir completamente as pessoas", afirmou.

Networking e relacionamento estratégico

O workshop reuniu representantes e gestores de viagens de diferentes segmentos econômicos, sem foco em um setor específico. Segundo a TMC, a pluralidade faz parte da proposta do encontro, justamente para estimular networking e troca de experiências entre os participantes.

Além do conteúdo, o evento também teve como objetivo fortalecer o relacionamento da empresa com áreas estratégicas dos clientes e prospects.

Para o country manager da BCD no Brasil, Paul Barry, encontros como esse ajudam a ampliar a percepção sobre o papel consultivo da companhia.

PANROTAS / Filip Calixto
Paul Barry, country manager da BCD Travel no Brasil
Paul Barry, country manager da BCD Travel no Brasil

"Nosso papel como agência corporativa é ser um parceiro estratégico, e não apenas um custo dentro de uma planilha. Esses encontros permitem demonstrar valor para áreas de compras com as quais muitas vezes temos pouco acesso fora dos ciclos contratuais"

Paul Barry, country manager da BCD Travel no Brasil

Mercado segue acima das expectativas

Mesmo diante de incertezas geopolíticas e oscilações econômicas globais, a avaliação da BCD para o mercado de viagens corporativas no Brasil segue positiva.

Segundo Marcos Marques, o primeiro trimestre de 2026 fechou entre 10% e 20% acima da meta de resultados estipulados pela companhia no começo do ano.

Destaques apontados pela BCD:

  • crescimento acima das expectativas no primeiro trimestre;
  • continuidade da demanda por viagens corporativas;
  • cautela diante de fatores como eleições, sazonalidade e cenário internacional;
  • manutenção dos investimentos em tecnologia e relacionamento consultivo.


"A gente vê um ano positivo, apesar dos desafios. Seguimos acompanhando o mercado com cautela, mas os resultados até aqui têm sido bastante consistentes", concluiu Marques.

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Sobre o autor

Integrante da equipe PANROTAS desde 2019, atua na cobertura de Turismo com olhar tanto para as tendências do mercado quanto para histórias que movimentam o setor. Formado em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e também em Processos Fotográficos, formações que permitem colaborar de forma dupla com a redação - entre textos e imagens. Fora do trabalho, encontra inspiração no samba, no cinema, na literatura e nos esportes