Qual a abordagem do agente para vender cruzeiros fluviais no Brasil? AmaWaterways responde
Com exposição na ILTM Latin America 2026, diretor João Miranda indica que o segmento tem muito potencial
O segmento de cruzeiros fluviais está em expansão no Brasil, mas ainda há uma boa lacuna entre o crescimento real e o potencial que o mercado oferece. É o que aponta o diretor de negócios para América Latina da AmaWaterways, João Miranda, que está na ILTM Latin America 2026 para intensificar os negócios no País.
"O encantamento que todos os agentes de viagens têm tido com a marca e principalmente com o conceito do cruzeiro fluvial me empolga aqui na feira, mas ao mesmo tempo revela que falta conhecimento no mercado sobre esse tipo de produto", explica João Miranda.
Se em uma feira referência no luxo como a ILTM ainda há profissionais descobrindo a dinâmica de um cruzeiro fluvial, é sinal claro de oportunidades ara a AmaWaterways. A empresa está no mercado há 23 anos e nestas mais de duas décadas se manteve focada em seu modelo de negócio, os cruzeiros nos rios, sem diversificar para iates ou navios marítimos. Recentemente, a companhia anunciou a intenção de expandir sua frota de 29 para 50 navios até 2032.
Os mais buscados no Brasil
O brasileiro tem uma conexão cultural forte com a Europa, e isso se reflete nas preferências de cruzeiros fluviais. O Danúbio é o "destino" principal, especialmente para quem está estreando nos fluviais. "A rota de Budapeste até Wieshofen é um clássico. O Rio Reno também é destaque, onde a AmaWaterways opera o AmaBrasil, os cruzeiros que só podem ser vendidos no mercado brasileiro.
Mas o portfólio vai muito além. A AmaWaterways oferece rotas na Colômbia (com um ano de operação em dois navios para apenas 60 passageiros), África (com safári fluvial no rio Chobe, com apenas 14 suítes e 28 passageiros), Egito, Portugal (rio Douro), França e Romênia (navegando até Budapeste).
"A África realmente é um ícone para nós. É um cruzeiro que combina safári fluvial com quatro dias na Cidade do Cabo e pode até complementar com um trem. Não é uma viagem simples, mas é absolutamente memorável", detalha João Miranda.
Intimidade contra escala
O principal diferencial dos cruzeiros fluviais frente aos marítimos de ultra-luxo é a intimidade. Empresas como Silversea, Seabourn ou Regent Seven Seas costumam levar cerca 150 pessoas, enquanto a AmaWaterways opera com um limite menor. "Por mais que seja ultra-luxo, um navio marítimo ainda não consegue tratar o passageiro pelo nome, como fazemos. Nossa tripulação sabe o que cada hóspede tomou no jantar da noite anterior e vai lembrar na noite seguinte. Não tem como comparar. É intimista de verdade e todo mundo é VIP", argumenta João Miranda.
"Essa é a mensagem que consultores de viagens experientes em cruzeiros marítimos precisam levar aos seus clientes: você já fez três ou quatro marítimos conosco. Vamos provar um fluvial? Busque realmente quem busca uma viagem intimista, de luxo".
João Miranda, diretor da AmaWaterways para América do Sul
AmaWaterways no Brasil: estrutura e capacitação
A AmaWaterways já tem presença consolidada no Brasil por meio de operadoras que comercializam seus produtos. Recentemente, a empresa reforçou esse compromisso com a contratação de Márcia Galvão como gerente de Desenvolvimento de Negócios exclusiva para a marca no País.
"Aqui no Brasil temos várias operadoras que comercializam nosso produto e eles têm a possibilidade de escolher com qual operadora desejam trabalhar. Nossas operadoras estão capacitadas para capacitar as agências. Eles podem entrar em contato com essas operadoras e também conosco e com a Márcia Galvão, que vai poder capacitar sobre o produto sempre que quiserem", explica João Miranda.
AmaWaterways na Revista PANROTAS
Outra maneira de você vender AmaWaterways é lendo a edição atual da Revista PANROTAS, que conta com uma matéria completa sobre uma viagem da empresa no rio Danúbio. Confira: