Ela criou cursos para agentes na pandemia e dá dicas de diferenciação

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Pressa para vender, falta de ouvidos às preferências do cliente, atendimento robotizado, produtos commoditizados e ausência de autoridade para mostrar seus diferenciais... Esses são alguns dos principais erros cometidos por agentes de viagens tradicionais que dificultam a fidelização do consumidor e uma geração de receita mais sólida.

Lívia Sá, da Go Viagens, de Taubaté (SP) e Rio de Janeiro, aborda alguma dessas falhas e possíveis soluções no Bastidores do Turismo desta semana. No período de pandemia, notando que poderia compartilhar de sua experiência com colegas de todo Brasil, ela criou a Go Agentes, uma vitrine de cursos profissionalizantes para a categoria.

Aproveitar o melhor das operadoras, mas não só depender delas, é um dos caminhos. "A diferenciação e a competitividade vêm quando o agente usa realmente toda sua autoridade de contato, de pesquisa, da exploração de opções alternativas, e monta uma viagem que esse cliente não teria expertise, tempo e capacidade de fazer pelo on-line", orienta a profissional.

Sobre o momento de pandemia, ela acredita que será assertivo o agente de viagens que, na retomada, oferecer roteiros personalizados. "E é perfeitamente possível vender sob medida no Brasil. Um roteiro personalizado não é necessariamente caro. Há ferramentas tecnológicas que nos permitem conhecer muito dos destinos, com informações e atrativos que não estão necessariamente nas capacitações tradicionais desses mesmos destinos", pondera Lívia Sá, que concorda com a colega Jacque Dallal, da Be Happy, que o profissional de roteiros personalizados vive seu melhor momento.

Sobre a criação de uma concorrência volumosa e repentina advinda de players como os agentes da Itapemirim e da Viação Águia Branca, a entrevistada questiona: "será que os clientes que comprarão nessas lojas são os seus clientes?"

Assista ao vídeo completo para entender melhor.
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