AGÊNCIAS DE VIAGENS

Novo golpe faz duas agências vítimas; prejuízo de R$ 15 milhões

Leonardo Ramos
Jefferson Simões, da Iata, revelou novo método de fraude que lesou duas agências e gastou em dois dias R$ 15 milhões em compras
Jefferson Simões, da Iata, revelou novo método de fraude que lesou duas agências e gastou em dois dias R$ 15 milhões em compras
Os métodos de fraude têm se tornado cada vez mais "sofisticados", e as agências de viagens, novo alvo de alguns hackers, têm de ficar de olhos abertos: a constatação é do diretor de Relacionamento da Iata com a Indústria no Brasil, Jefferson Simões, que palestrou ontem (13) em workshop da Sita, em São Paulo.

De acordo com o executivo, um novo tipo de golpe utiliza agências de viagens como meio de fraudar compras de passagens. Duas delas sofreram este tipo de ataque no mês de julho, e realizaram compras fraudulentas de bilhetes aéreos que chegaram, em apenas dois dias, a um valor total de R$ 15 milhões, despesa que caiu na conta das companhias aéreas e agências envolvidas, cujos nomes não foram revelados.

"Os alvos são principalmente pequenas agências que querem vender seu negócio. Digamos que uma delas vale R$ 50 mil. Um comprador chega e fala que quer pagar R$ 80 mil para adquirir ela, mas pede para já começar a realizar negócios utilizando seu nome e CNPJ antes da aquisição ser concluída. Nesse ponto, antes de transferir o nome da agência, o fraudador já começa a realizar as compras de passagens com cartões clonados, fazem compras na casa dos milhões e então desaparecem", explicou Simões durante o evento, que teve como tema segurança cibernética.

Segundo ele, há um grupo no Brasil realizando este tipo de prática, e o caso está sendo investigado para encontrar os culpados. Até que isso aconteça - e mesmo posteriormente, pois novos fraudadores podem utilizar o mesmo método -, a dica de Jefferson Simões é que os proprietários de agências verifiquem a procedência do suposto comprador e estranhe valores muito acima do de mercado, uma característica da fraude.

"E não deixe realizarem negócios através de sua empresa enquanto ainda estiver no seu nome, isto é o principal", encerrou o executivo da Iata.


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