Restrições a viagens podem acabar com 200 milhões de empregos

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O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês) aumentou de 100 milhões para 197 milhões a quantidade de empregos em risco por causa da crise mundial de covid-19. As perdas para o PIB global podem chegar a US$ 5,54 trilhões, queda de 62% em relação a 2019. No Brasil, segundo dados da CNC, o Turismo já perdeu R$ 90 bilhões em três meses de pandemia e mais de 720 mil empregos podem ser perdidos, no total, de março a junho.

Um dos motores da economia mundial, o Turismo pode ter um efeito negativo maior caso as restrições de viagens, como quarentenas e fronteiras fechadas, se estendem por mais tempo. O papel do governo, nesse sentido, será fundamental em cada país que tem o Turismo como um de seus pilares econômicos.

Wikicommons
Gloria Guevara
Gloria Guevara
A presidente e CEO do WTTC, Gloria Guevara Manzo, presta sua solidariedade aos afetados pela pandemia (especialmente às famílias dos que perderem vidas com a doença), mas pede que se considere o impacto da crise ns milhões de famílias que dependem do Turismo.

“Infelizmente nosso novo estudo mostra uma profundidade do impacto no longo prazo, se não houver apoios necessários para o setor e se as restrições às viagens continuarem por um período maior. No pior cenário, essas restrições prolongadas podem colocar em risco mais de 197 milhões de empregos”, disse ela.

O estudo analisou três possíveis cenários:
1 – No primeiro, mais pessimista, onde não existem os apoios pedidos pelo setor, e se as restrições continuarem até o final do ano, mais de 197,5 milhões de empregos estarão perdidos, com prejuízo de US$ 5,5 trilhões e queda de 73% nas chegadas internacionais de turistas.

2 – O cenário seguinte, com as restrições às viagens domésticas diminuindo a partir do verão no Hemisfério Norte (ou seja, a partir do fim de junho), e para as internacionais de média distância a partir de julho e agosto, com setembro abrindo as fronteiras para as viagens mais longas, o impacto nos empregos pode ser de até 121,1 milhões de posições em risco. O impacto no PIB mundial seria de menos US$ 3,4 trilhões e a queda nas viagens internacionais seria de 53%. Nas viagens domésticas 34% de diminuição.

3 – O melhor dos cenários, com todos os apoios conseguidos e as restrições começando a diminuir a partir deste mês, seguindo as recomendações das autoridades de saúde, traria um prejuízo de até 98,2 milhões de empregos e US$ 2,7 trilhões no PIB mundial. Nesse cenário, as viagens internacionais de curta distância voltariam em julho e as mais longas em agosto. O número de chegadas internacionais no ano cairia 41% e a de viagens domésticas 26%.

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PAPEL DOS GOVERNOS

Para que se chegue ao cenário mais otimista, mas mesmo assim com perdas consideráveis, o WTTC recomenda que os governos eliminem medidas de quarentenas e criem corredores aéreos entre países com situações similares. As restrições ou advertências a viagens não essenciais também devem ser eliminadas, pois esses avisos acabam evitando a cobertura de proteção em seguros de viagem.

Também é importante a adoção de protocolos globais de saúde e segurança, como o selo de Viagem Segurado WTTC (confira aqui os destinos que já conseguiram o selo).

E ainda: implantação de testagens rápidas e rastreamento dos visitantes com sintomas; e maior colaboração entre os setores público e privado para o foco coordenado no combate à crise.

LEIA SOBRE O PROGRAMA DO BRASIL DE VIAGEM SEGURA

“A saúde e segurança dos viajantes e dos que trabalham no setor são a prioridade. Por isso, recomendamos a abertura de corredores de viagens entre países que controlaram a propagação do vírus e que apoiaram todo o ecossistema de Viagens e Turismo. Isso será vital para impulsionar a recuperação econômica e reconstruir os meios de subsistência de milhões de pessoas”, finalizou Gloria Guevara.
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