Entenda por que o movimento RespeitAgente resolveu "sair de cena"

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“O RespeitAgente sai de cena até que alguma situação exija nossa intervenção”, anunciou o movimento de agentes de viagens esta semana. No site do grupo (www.respeitagente.com), também já há comunicado sobre a decisão de parar temporariamente com as atividades e ações.

O grupo, que surgiu para propor ações práticas em defesa dos agentes de viagens, disse que sua missão foi cumprida e que volta se houver alguma intervenção necessária. “Conseguimos em tempo recorde mobilizar 700 agentes de viagens de todos os Estados do Brasil, além de recebermos apoio de vários movimentos importantes que juntos somam mais de quatro mil agentes de viagens”, diz o comunicado no site.

“Criamos representatividade estratégica e conseguimos abrir canais de comunicação com políticos que nos deram espaço para explicarmos os problemas e propor soluções práticas”, continua o texto divulgado esta semana, citando o deputado federal Felipe Carreras, que criou dois Projetos de Lei, nas questões da responsabilidade solidária e do chargeback.

“Cumprimos nosso objetivo que era ajudar de forma independente. Reconhecemos a Abav como a única representante dos agentes de viagens e sabemos que no cenário atual é de extrema importância o surgimento de movimentos independentes que ajudem na transformação do mercado. A Abav precisa amadurecer e conquistar para ter mais representatividade e ativamente conseguir resultados práticos que resultem em reais evoluções para os agentes de viagens”, segue o comunicado, ressaltando o papel da Abav.

Divulgação/Bruno Loepert
Bruno Loepert
Bruno Loepert
ENTREVISTA

O Portal PANROTAS ouviu um dos coordenadores do grupo, Bruno Loepert, da LBR, de Recife, para entender essa movimentação.

PORTAL PANROTAS – Por que essa decisão no momento de maior visibilidade do movimento?
BRUNO LOEPERT – O RespeitAgente foi criado para intervir e gerar resultado. A pauta inicial foi principalmente a responsabilidade solidária e o chargeback, além de outros temas que dependem do mercado e não especificamente de ações práticas do movimento. Conseguimos o que queríamos e mostramos para todos que com planejamento, estratégia e juntando as pessoas certas, se consegue viabilizar o que está ao nosso alcance. É igual a uma empresa privada que gera resultado. Não adianta perder tempo com “enchimento de linguiça”, sabemos o caminho, fazemos o que ter que ser feito e atingimos o objetivo.

Reconhecemos que a Abav é a única representante (oficial dos agentes de viagens) e ela que tem que assumir com resultado esse papel de solucionadora. Porém, enquanto acharmos que há mais “temas específicos” que podemos solucionar, vamos ativar o movimento outras vezes. São intervenções pontuais com início, meio e fim. Neste momento levantamos a bola para quem tem que fazer o ponto!

Não viemos para conquistar holofotes e sim para resolver o que estava nos incomodando e não se chegou a um resultado nos trâmites “normais” que o mercado tanto esperava.

PANROTAS – Como acredita que a luta pelo agente de viagens, seus direitos e fortalecimento, deva continuar?
BRUNO LOEPERT – Os agentes de viagens devem mudar o comportamento. Observar mais tudo o que está acontecendo e notar que não é com discursos e com reclamações somente que iremos avançar. As críticas são ótimas, porém há que ter ação! Se quer mudar para melhor, tem que participar e colocar o dedo onde acha que está errado. Porém, com sentimento inclusivo, pacífico, solucionador e não gerando conflitos. Temos que solucionar conflitos e achar saídas objetivas!

PANROTAS – Que recomendação dá aos agentes que se inscreveram no movimento?
BRUNO LOEPERT – Fiquem tranquilos que estamos atentos aos problemas e sempre estamos um passo à frente pensando nas soluções e se elas não chegam da forma que deveriam, o RespeitAgente vai entrar em campo novamente fazendo o que sabemos fazer mais: solucionar e impactar. É como fala nosso slogan: +ação, +união, +impacto! Para conseguir cumprir o que essas palavras significam, há muito por trás e temos que aproveitar positivamente para mudar para melhor sempre! RespeitAgente não morreu, não congelou, apenas sai de campo esperando que os jogadores titulares realmente resolvam a partida e se não resolverem, entramos em campo novamente!

PANROTAS – Onde e como podem continuar "militando" e agindo pela causa dos agentes?
BRUNO LOEPERT – Como estão fazendo desde sempre: grupos de WhatsApp, redes sociais. Porém, há que ter ações práticas. Se o mercado está achando que faltam iniciativas do governo, tem que pressionar o governo. Se acha que a classe precisa de apoio, tem que pressionar os órgãos de classe. Porém, tudo tem que ser com respeito, discurso pacífico, inclusivo e positivo. Propor soluções objetivas e não só ficar reclamando. O discurso de muita gente é: “não me filio à Abav, pois ela não serve”. Acho que é o contrário: se a Abav não amadureceu ainda como os agentes merecem, apesar de estar fazendo muito mais do que se fez em anos passados, os agentes devem se filiar e ajudar a mudar.

Os políticos que são os que têm o poder de mudar algo reconhecem a Abav como a porta de diálogo principal, então, temos que nos posicionar de tal forma a acelerar essa evolução da instituição e ajudar. Vamos parar com negatividade e reclamações infundadas, vamos mudar o comportamento e agir positivamente indicando caminhos, dando ideias e somando para todos nós termos um ambiente de negócios mais saudável!

Divulgação/Bruno Loepert
bruno loepert
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