EMPRESAS

Boeing anuncia indenização de US$ 100 mi por quedas do Max

A Boeing anunciou a criação de um fundo de indenização de US$ 100 milhões (cerca de R$ 385 milhões) a ser destinado aos familiares das vítimas dos voos 610 da Lion Air e 302 da Ethiopian Airlines, que caíram em outubro e março, respectivamente. Os dois acidentes fatais foram causados por falhas no modelo 737 Max, proibido de voar desde então.

Wikicommons/PK-REN
Boeing 737 Max da Lion Air caiu pouco depois de decolagem na Indonésia
Boeing 737 Max da Lion Air caiu pouco depois de decolagem na Indonésia
De acordo com a fabricante norte-americana, a verba será utilizada para apoiar, principalmente, despesas relacionadas à educação e ao desenvolvimento econômico das famílias e comunidades afetadas. As necessidades serão atendidas em uma parceria entre a empresa, governos locais e organizações sem fins lucrativos envolvidas no processo. Ainda segundo a Boeing, o investimento será realizado “ao longo de vários anos”.

“Nós sentimos muito pelas vidas que foram perdidas em ambos os acidentes, algo que pesará nos nossos corações e mentes por muitos anos. Os familiares e demais entes próximos às vítimas contam com as nossas profundas condolências e esperamos que esse investimento inicial possa ajudar a confortá-los”, declarou o CEO e presidente da Boeing, Dennis Muilenburg.

“Sabemos que cada pessoa que pisa em uma das nossas aeronaves está confiando na gente. Estamos focados em readquirir a confiança dos consumidores ao longo dos próximos meses”, completou o executivo.

No total, 346 pessoas morreram nos dois acidentes envolvendo o modelo 737 Max da Boeing. Ou seja, o fundo de US$ 100 milhões criado pela fabricante equivale a cerca de US$ 290 mil por fatalidade. A expectativa é que as aeronaves possam voltar a voar em meados de outubro deste ano.
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