ITA em Congonhas: voos, novos destinos, planos e promessas

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Divulgação/ITA
Sidnei Piva, presidente da Itapemirim Transportes Aéreos
Sidnei Piva, presidente da Itapemirim Transportes Aéreos

A Itapemirim Transportes Aéreos (ITA) iniciará suas operações a partir do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em 16 de novembro, com um voo diário ao Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, saindo de manhã e voltando à noite. Este será apenas o primeiro passo de uma história duradoura e bem sucedida, prometem os principais líderes da empresa, o presidente Sidnei Piva e o CEO Adalberto Bogsan. A partir de dezembro, já com 12 slots (seis pousos e decolagens diários), a ITA voará do terminal mais central da capital paulista rumo a Brasília, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Porto Seguro (BA).

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Apesar de os slots já estarem garantidos, a ITA, por enquanto, só vende os serviços para o Galeão, pois espera a chegada de mais aeronaves encomendadas para colocar os outros voos de Congonhas em seu sistema. A aérea possui cinco A320s e um A319 e, garante seu CEO, encerrará 2021 com pelo menos dez (ou 12) equipamentos. "Em longo prazo, temos um pedido assinado de 50 Airbus, dos quais dez serão A319. Aguardaremos até dezembro, conforme mais aeronaves chegam, para colocarmos as novas cidades à disposição dos clientes", afirma Bogsan.

PANROTAS / Filip Calixto
Adalberto Bogsan, CEO da ITA
Adalberto Bogsan, CEO da ITA
Em função desta frota reduzida, a ITA ainda não conseguiu pôr nos céus brasileiros a maioria dos voos diretos que está em seus planos. Todavia, acertada a previsão de terminar o ano com ao menos uma dezena de jatos, a companhia colocará em prática as principais ligações ponto a ponto. Um redesenho de sua malha aérea está previsto para as próximas semanas. "Ainda estamos no começo da composição da nossa frota, o que requer voos com paradas e, para qualquer empresa, as conexões são um problema. Elas requerem troca de equipamentos, escalas e outras dificuldades operacionais sobretudo em época de pandemia, quando temos de fazer uma desinfecção rigorosa em cada parada. Com os voos diretos eliminaremos uma série de problemas", acrescenta o CEO.

PARA A ITAPEMIRIM, GLAMOUR AINDA EXISTE

"Pintar Congonhas de amarelo" era um sonho de Piva desde que o projeto se iniciou, em 2017, e desde que o primeiro Airbus da ITA decolou, há menos de quatro meses. "Congonhas é um passo fundamental na consolidação do projeto. É um aeroporto que tem glamour e protagoniza a história da aviação nacional, carregando desde os tempos de Varig aquela pompa de poder estar voando deste aeroporto. Para a ITA, que está fazendo história no mundo todo ao começar a voar em plena pandemia, estar em Congonhas transmite uma mensagem importante aos clientes. É uma oportunidade de montar a estratégia que vem desde o primeiro voo conosco, de nos destacar por meio de um serviço diferenciado e conforto a bordo", afirma o presidente da ITA.

PANROTAS / Emerson Souza
Aeroporto de Congonhas terá, em breve, o amarelo da ITA, comemoram executivos
Aeroporto de Congonhas terá, em breve, o amarelo da ITA, comemoram executivos
Sidnei Piva admite ser o lado passional da empresa, enquanto Bogsan equilibra com o racional. Ainda que o reconheça, o dono da companhia sustenta as promessas de, com uma tarifa competitiva, manter uma peça de bagagem despachada gratuitamente e, tão logo a Anvisa libere regalias a bordo, oferecer alimentação e bebidas premium. "Alimentação diferenciada na Classe ITA e lanche nas outras classes. A ideia é recriar todo o glamour, e entregar mais do que amendoim e barra de cereal, sem precisar tirar o cartão de crédito do bolso depois de embarcar. Congonhas será uma oportunidade para mostrarmos isso a um viajante corporativo apressado. Aos poucos eles preferirão a ITA", conclui o presidente, que voltou a falar em feijoada aos sábados e outras temáticas a bordo.

ITAPEMIRIM DE OLHO EM MAIS SLOTS EM CONGONHAS

E o lado razão? "Congonhas é um marco para nós não só pela visibilidade que o terminal traz à empresa, como pela oportunidade de mostrar ao cliente corporativo nosso produto. Estamos ansiosos para colocar nossa malha completa no aeroporto e lá fincar o pé, permanecer. Há 41 slots em discussão para serem redistribuídos e, por sermos novos entrantes, temos muito interesse e grande probabilidade de termos o maior número de pousos e decolagens possível", afirma o CEO Adalberto Bogsan.

"Estamos de olho também no aumento das operações por hora em Congonhas, o que já foi aprovado pelo DECEA e está sendo tramitado pela Anac com a Secretaria de Aviação Civil. Nossa intenção é continuarmos com uma grande operação neste terminal, onde o maior PIB do Brasil é movimentado. Esse é nosso foco para conseguirmos colocar nossa bandeira no corporativo", completa o executivo.

Liberadas as regalias para os clientes, a ITA pretende concorrer na ponte aérea Congonhas-Santos Dumont, eles dizem.

CHEGANDO PARA PROTAGONIZAR

Congonhas é mais uma vitrine para a ITA mostrar ao Brasil o que pretende ser. "A ITA veio para ser de grande porte, de alto nível. Como toda companhia aérea, estamos enfrentando dificuldades, sobretudo com a chegada das novas aeronaves, pois durante a pandemia o mundo ficou parado. Receber um avião encomendado não é simples, requer checagens, testes... As oficinas de manutenção estão completamente lotadas e essa é hoje a maior dificuldade enfrentada pela ITA", afirma Piva.

"Acreditamos em nossa equipe e estamos contratando reforços. Em dezembro, já daremos uma guinada rumo ao nosso novo normal, que são os voos ponto a ponto. O cliente enxergará a ITA com a proposta que prometemos desde o início, sem tirar uma vírgula. Nossos voos estão sendo bem vendidos, nossos aviões estão cheios. É um sucesso realmente. Nesses quatro meses, registramos um fator ocupacional de 70%, quando a previsão inicial era de 30% para o período."
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